Desenrola 2.0 terá quatro categorias e poderá ser utilizado por pessoas que recebem até R$ 8,1 mil
O governo federal detalhou nesta segunda-feira a nova versão do programa Desenrola 2.0. A medida provisória foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a explanação, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou que a continuidade da iniciativa terá quatro carros-chefe: Desenrola famílias, Desenrola FIES, Desenrola Empreendedor e Desenrola Rural. O programa poderá ser acessado por pessoas que recebem até 5 salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.
Durigan confirmou que os brasileiros endividados terão desconto de 30% a 90% no valor da dívida, poderão sacar até 20% no saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e terão juros de, no máximo, 1,99%. “Apesar de muita polêmica, o uso do FGTS está autorizado sem desrespeitar o rigor da utilização do fundo”, declarou o ministro.
Segundo Durigan, a principal linha dessa nova versão do Desenrola é aquela destina às famílias. “Queremos facilitar a resolução das dívidas para os brasileiros. Essa linha é destinada para pessoas com renda até 5 salários mínimos. Estamos partindo para uma série de descontos que na média serão descontos de 65%. Os juros serão de no máximo 1,99%. Uma dívida poderá ser parcelada em quatro anos e terá um período de 30 dias para estabelecer negociação com seu banco”, explicou.

| Foto: Governo Federal
Dívida do cartão de crédito e do cheque especial
Durigan afirmou que o desconto mínimo da dívida do cartão de crédito e do cheque especial é de 40% e vai crescendo de acordo com o tamanho do passivo, podendo chegar a 90%. “No cartão de crédito, no cheque especial, o desconto mínimo é de 40%, quando o atraso da dívida é de 90 dias a 120, e é um desconto que chega a 90% quando eu tenho uma dívida de maturidade de 1 a 2 anos”, completou o ministro.
Durigan ratificou que quem estiver no programa Desenrola 2.0 não poderá gastar em apostas ou jogos online. O CPF será bloqueado para bets por 12 meses.
“Uma pessoa que está endividada e precisa de ajuda do governo não pode apostar, não pode jogar ou entrar em cassinos online. Com a ajuda do Estado, nós vamos também otimizar a cobrança, dessa forma, os bancos passarão a receber parte da dívida que antigamente não recebiam”, disse.
O ministro destacou que dívidas fazem parte da rotina do povo brasileiro. “O que a gente tem que deixar claro é que é natural contrair dívidas. Quem compra carro ou casa passa por isso. O que não podemos perder pé é sobre a sustentabilidade dessa dívida”, argumentou.