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EconomiaGeral

É hora de organizar a declaração do IRPF

A Receita Federal definirá na próxima semana o começo do prazo para a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), e a largada deve ocorrer ainda neste mês. As regras do ajuste serão divulgadas nesta segunda-feira e publicadas no “Diário Oficial da União”.

Todos os brasileiros que recebem rendimentos tributáveis, constituindo desde o salário, a aposentadoria, até aluguéis, acima do limite fixado pela Receita Federal, devem declarar os seus números para apurar se há imposto a pagar ou a restituir. O prazo para entrega do informe de rendimentos pelas fontes pagadoras terminou em fevereiro.

Formatos

Depois de reunir os documentos necessários, é hora de escolher a forma de declaração mais conveniente a cada um. Na pré-preenchida, as informações são importadas da base da Receita automaticamente para o programa, bastando a validação do contribuinte. A outra possibilidade é o preenchimento manual dos dados solicitados.

Com esta etapa vencida, é necessário escolher entre os modelos simplificado ou completo, que oferecem percentuais de desconto diferentes. A opção mais vantajosa depende do perfil de gastos do contribuinte, mas é sempre sinalizada pelo programa de declaração.

Com base nos números informados pela Receita Federal, em 2025 46.772.080 contribuintes declararam seus impostos, o que representou um crescimento de 8% em relação a 2024, com um resultado final de 56% com imposto a restituir, 23% a pagar e 21% isentos. E 51% optaram pela declaração pré-preenchida.

Sistemas

A pré-preenchida não é uma forma de tributação, mas uma facilidade tecnológica. A Receita Federal puxa as informações de salários informados pelas empresas, gastos médicos informados por clínicas, e os apresenta de modo detalhado. Esse método é melhor para quem tem conta no aplicativo gov.br na modalidade prata ou ouro. As vantagens são a economia de tempo e a redução da chance de erros de digitação que podem levar à malha fina. Além disso, nos últimos anos quem entrega a pré-preenchida ganha prioridade no recebimento da restituição.

Para a vice-presidente técnica do CRCRS, Eliane Soares Neves, é necessário ter o cuidado de conferir tudo. Por exemplo, se um médico esquecer de declarar a consulta, ela não vai aparecer no sistema e terá que ser incluída manualmente. “É preciso ter atenção e conferir os informes e documentos utilizados e também mantê-los em boa ordem, caso seja necessário comprovação futura, já que a declaração pré-preenchida não é garantia para o contribuinte se livrar da malha fina”.

Providências que o contribuinte deve tomar:

  • Garantir acesso à sua conta gov.br.
  • Elevar o nível de confiabilidade para os selos ouro ou prata, pois esse é o pré-requisito para poder acessar a declaração pré-preenchida;
  • Já nos primeiros dias de março, verificar despesas médicas (recibos ou notas fiscais), informes de rendimentos de planos de saúde, previdência privada, despesas escolares, escrituras ou documentos de compra/venda de bens em 2025.
  • Para quem possui investimentos, providenciar extratos de corretoras e/ou de bancos.

Como não cair na malha fina:

  • Omissão de rendimentos;
  • Erros com Dependentes;
  • Diferença no Imposto Retido;
  • Informações de despesas classificadas de forma incorreta nos campos de deduções;
  • Erros de digitação;
  • Arredondar valores;
  • Ganho de Capital.
  • Se perceber que errou, não espere a Receita chamar. Faça uma Declaração Retificadora antes de ser intimado e corrija o erro sem pagar multa.

* Com supervisão do editor Cristiano Abreu

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