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‘Estou envergonhado pelo meu trabalho.’ Ceni encaminha o Bahia para o rebaixamento. Grupo City investiu R$ 90 milhões no time

“Me sinto envergonhado pelo meu trabalho.”


Rogério Ceni resumiu de forma corajosa, e verdadeira, a situação do Bahia.


Principalmente depois da derrota para o América-MG, lanterna do Brasileiro, por 3 a 2.


Resultado que encaminhou o clube nordestino para o rebaixamento.


E sua equipe teve um jogador a mais desde os 16 minutos do segundo tempo, com a expulsão do lateral-direito Matheus Henrique.


Mesmo assim, a equipe mineira conseguiu vencer depois de três meses.


Os mais de R$ 90 milhões investidos pelo grupo City, para a contratação de 22 jogadores e um treinador de renome nacional, parecem não ter adiantado.


A grande chance do Bahia de escapar da zona do rebaixamento era o jogo de ontem.


Os concorrentes diretos para a última vaga na segunda divisão em 2024 também perderam. O Vasco para o Grêmio. O Santos para o Athletico.


Mas faltou competência para pelo menos empatar com o pior time do Brasileiro.


“Acho que nós tentamos de todas as maneiras fazer o gol, tivemos todas as oportunidades e criamos muito. Infelizmente a bola não entrou. O torcedor logicamente fica envergonhado com o resultado, assim como a gente. Temos que tentar reunir forças para quarta-feira, o campeonato não acabou. Lamento não ter conseguido minimamente um ponto em dois jogos, um deles contra um time que já caiu”, desabafava, constrangido, Ceni. 


Ele se referia às derrotas para o São Paulo e o América.


Em Belo Horizonte, seu time arrematou a gol nada menos do que 28 vezes, contra 10 do América.


O resultado livrou Cruzeiro e Corinthians de qualquer risco de rebaixamento.


Rogério Ceni sabe que a situação ficou terrível para tentar fazer o Bahia sobreviver na Série A.


O último jogo do clube será contra o Atlético Mineiro, em Salvador, na quarta-feira, com obrigação de vencer.


E torcer para que um de seus rivais não vençam.


O Santos enfrentará o Fortaleza, na Vila Belmiro.


E o Vasco recebe o Bragantino, em São Januário.


Há muita insatisfação e frustração pelo trabalho de Ceni, em Salvador.


Não será surpresa se ele for demitido, caso o clube seja rebaixado.


Ceni tentava explicar que “fez de tudo” para ganhar o jogo. E sofreu para explicar por que não aproveitou a vantagem de seu time ter um atleta a mais.


“O fato de jogar com um jogador a mais, nós exploramos bem, com Ademir e Biel, e depois o Jacaré. Colocamos dois ‘noves’ na área, jogamos só com um zagueiro e dois laterais mais por dentro, e jogadores no meio-campo, com Rezende e Cauly. Tentamos de todas as maneiras. Em alguns momentos tomamos decisões erradas, em outros não sei como a bola não entrou. Quando estávamos com superioridade numérica, tivemos todas as chances para fazer o gol, mas talvez não tivemos a calma para concluir as chances que poderiam ter nos dado a vitória.”
Ou seja, repassou a culpa aos jogadores.
Mas depois não teve como não assumir a frustração que seu desempenho provoca em Salvador.
“Eu me sinto envergonhado pelo meu trabalho, sendo bem sincero.”
A confissão é pesada para uma pessoa marcada até pela arrogância.
Ou seja, Ceni sabe quanto de prestígio está perdendo como treinador.
Seu trabalho é mesmo péssimo.
O clima na imprensa baiana é mesmo de rebaixamento.
Enquanto o Vitória garantiu o retorno para a Série A.

Fonte: N Fatos