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Expodireto é palco para demandas do agro

A feira criada para debater o futuro do campo e ser vitrine para a inovação do agronegócio chega à 26ª edição reafirmando seu propósito. A mostra, que ocorre de 9 a 13 de março, em Não-Me-Toque, no Alto Jacuí, é palco de debates e fóruns que tratam de desafios da atividade rural na busca de soluções do pequeno ao grande produtor, da lavoura à pecuária.

“A Expodireto é um espaço para reivindicar e mostrar as necessidades do produtor para que ele permaneça no campo, usando tecnologia e inovação”, destaca o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.

A defesa da atividade perpassa os temas dos fóruns das cadeias do leite, da carne, do milho, do biodiesel e florestal. Durante a feira, é esperada a realização de um ato por parte dos agricultores, que estarão em Não-Me-Toque defendendo a securitização de dívidas e a prorrogação de parcelas vencidas. O protesto dos produtores é apoiado pelo presidente da Cotrijal, que cobra atuação federal.

“Achamos legítimo que o produtor vá para a Expodireto e faça a sua manifestação pacífica de reivindicação. As entidades estarão junto com os produtores buscando uma solução”, diz Manica.

Na pecuária, o presidente da feira chama de “crime” o que está sendo feito com a cadeia do leite no RS, gerando desemprego e desestimulando a manutenção do produtor no campo. “Quando deixa de produzir ou abate as matrizes, o produtor leva anos para formar uma genética que gere animais com qualidade de produção”, justifica. Na feira, uma das propostas é a mudança no acordo do Mercosul para garantir que não entre leite clandestino.

Em relação à comercialização, Manica destaca a decisão do ano passado de não divulgar um balanço da feira, por considerar relativos os números, em razão de muitos negócios serem fechados após a finalização do evento.

“Há muitas propostas protocolares, mas algumas não saem do papel e fazer um comparativo com outras feiras não agrega nada à exposição.”

O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Cláudio Bier, tem uma expectativa positiva de colheita de grãos após dois anos de estiagem.

“É um excelente momento para se fazer bons negócios, com empresas levando seus lançamentos para a feira. Em algum momento, vai haver a recuperação do setor, e essa recuperação pode começar na Expodireto, pois o RS tem capacidade instalada para produzir muito mais do que é produzido hoje”, destaca o dirigente, que também é presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).

O agricultor tem na feira uma oportunidade ímpar para visitar estandes, buscar informações sobre inovações e comparar diferentes marcas, soluções, preços e condições de pagamento. “É uma vitrine, mesmo que o agricultor não conclua o negócio, pode pesquisar, escolher e comprar depois de analisar a melhor oferta para sua necessidade. Ou seja, o fabricante pode fomentar uma venda futura, estimular o agricultor a trocar uma máquina de forma planejada”, considera o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão Bastos.

Fonte: CP