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Inter: Gre-Nal invade os bastidores e amplia tensão antes da decisão no Beira-Rio

O Gre-Nal 450 não acabou exatamente quando o árbitro Anderson Daronco levou o apito à boca na noite de domingo, na Arena. Ao que tudo indica, o clássico resolveu esticar a prorrogação para além das quatro linhas. Agora, a disputa é menos sobre bola e mais sobre bastidores e já invade o duelo decisivo deste fim de semana, no Beira-Rio, que vale o título do Campeonato Gaúcho. O tema principal é a arbitragem, claro.

Do lado colorado, as queixas foram públicas e enfáticas. Dirigentes e o técnico Paulo Pezzolano não pouparam críticas à atuação de Daronco e do responsável pelo VAR, Daniel Bins, na partida disputada na Arena. Dois dias depois, o vice-presidente do Inter, Victor Grunberg, acompanhado do executivo Fabinho Soldado, foi até a sede da Federação Gaúcha de Futebol para uma conversa com Leandro Vuaden, presidente da Comissão de Arbitragem.

“Não posso dizer exatamente como foi a nossa conversa. Mas posso informar que reclamamos de alguns pontos da atuação dos árbitros e que o Vuaden não discordou das nossas considerações”, afirmou Grunberg, em contato com o CP na tarde desta quarta-feira.

A reunião, somada às manifestações feitas logo após o apito final, acendeu o alerta no lado azul. E, como em clássico quase nada fica sem resposta, houve reação rápida.

PEDIDO À CBF

Nesta quarta-feira, o Grêmio encaminhou ofício à Confederação Brasileira de Futebol solicitando a presença do chefe nacional de arbitragem na decisão de domingo. O pedido foi feito nominalmente pelo presidente gremista, Odorico Roman, após as declarações públicas de representantes do Inter.

Se a intenção era esfriar os ânimos, o efeito foi o contrário. Grunberg tratou de responder, usando um certo tom de ironia. “O nosso objetivo nunca foi intimidar a arbitragem, mas melhorá-la. Todo mundo que viu os lances do Gre-Nal na Arena sabe que o Inter foi injustiçado, principalmente no lance que envolveu o Borré e o Arthur. Então, a gente endossa o pedido gremista. Queremos um árbitro isento e a presença da CBF em Porto Alegre”, completou.

Em seguida, também na tarde desta quarta-feira, o Inter divulgou nota oficial sobre o mesmo tema, afirmando que o clube se manifestou de “forma transparente sobre lances e interpretações da arbitragem, sempre com o objetivo de contribuir para que as partidas sejam conduzidas com critérios claros”. Disse também que o movimento não teve “intenção de intimidação ou condicionamento da arbitragem” do Gre-Nal no Beira-Rio.

O texto, corroborando a fala de Grunberg, salienta que o Inter também deseja a “presença de um representante da comissão de arbitragem da CBF no estádio Beira-Rio e sugere ainda a presença de observadores da Conmebol e da Fifa, com o objetivo de garantir o protagonismo dos jogadores e evitar que erros ocorridos no último clássico se repitam”.

Enquanto os gabinetes fervem, a matemática do campo segue implacável para o Inter. Derrotados por 3 a 0 no primeiro confronto, os colorados precisam devolver o placar em casa para levar a decisão aos pênaltis. Ou seja, o esforço pode ser válido, mas a conquista do título gaúcho dependerá muito mais do time em campo no domingo.

Fonte: CP