Inter mantém discurso de mobilização
A grande vitória por 2 a 1 sobre o Ceará, na noite de quinta-feira, na Arena Castelão, representou um passo importante para o Inter em sua luta contra o rebaixamento, mas ainda distante de significar uma tranquilidade total. Ao contrário.
Apesar de o resultado ter reduzido de forma expressiva o risco de queda (de 21,6% para 6,5%, segundo projeções do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais), o discurso no vestiário permaneceu sóbrio, na linha do “manter os pés no chão”.
Jogadores, dirigentes e a dupla Ramón e Emiliano Díaz reforçaram que o time ainda não está salvo e precisará somar pontos nas últimas quatro rodadas, inclusive (e principalmente) contra o Santos, na próxima segunda-feira, no Beira-Rio, para livrar-se totalmente do risco.
Com a vitória, o Inter chegou aos 40 pontos e abriu quatro de vantagem para o Z-4. O cenário, contudo, pode mudar antes mesmo de o Colorado voltar a campo.
No domingo, o Vitória, que é o primeiro time dentro da zona, enfrenta o Sport, já rebaixado, em Recife. A expectativa é de que os baianos vençam e voltem a encurtar a distância para os colorados, aumentando a pressão para o duelo de segunda-feira contra o Peixe.
A partida é tratada internamente como decisiva − mais uma. Tanto o diretor esportivo D’Alessandro quanto Emiliano Díaz usaram a palavra “guerra” para definir o confronto, o que foge um pouco do comum.
“Vai ser uma guerra. Nada acabou. Temos que continuar trabalhando sem relaxamento”, afirmou o ex-jogador, que também reconheceu o desempenho irregular da equipe nas últimas rodadas e considerou justificadas as críticas da torcida.
O Inter ainda tem quatro compromissos até o fim do Brasileirão. Depois de enfrentar o Santos, viaja para encarar Vasco e São Paulo, antes de encerrar sua participação diante do Bragantino, no Beira-Rio. A vitória em Fortaleza deu fôlego, mas o clube sabe que o caminho até a confirmação matemática da permanência na Série A ainda exige atenção máxima e alguns pontos.
Fonte: CP