Inter reavalia estratégia e admite reduzir pedida por patrocinador máster
O Inter já admite rever sua estratégia para a venda do patrocínio máster. Após a saída da Alfa, em janeiro, a direção colorada tentou manter o patamar estabelecido no último contrato, com a meta de encontrar um novo parceiro disposto a investir cerca de R$ 50 milhões por ano. No entanto, a realidade do mercado tem se mostrado mais desafiadora do que o previsto.
A antiga patrocinadora deixou o clube por inadimplência. Desde então, o Inter voltou ao mercado, mas sem sucesso em repetir os valores anteriormente alcançados. O cenário atual é distinto. Após um período de forte investimento das empresas de apostas houve uma retração. A regulamentação do setor no Brasil e a possibilidade de novas restrições à publicidade dessas empresas reduziram a disposição por contratos elevados.
Internamente, dirigentes reconhecem o impacto direto da ausência dos repasses mensais da Alfa, interrompidos ainda no fim do ano passado. A lacuna no fluxo de caixa pressiona o clube, que, após três meses de negociações sem desfecho, já considera aceitar propostas por valores inferiores. Há conversas em andamento, embora nenhuma em estágio avançado.
Desde a rescisão unilateral do contrato, oficializada neste ano, o principal espaço do uniforme permanece sem ocupação. Para amenizar as perdas, o Inter comercializou áreas secundárias da camisa, mas a diferença em relação ao contrato anterior ainda é expressiva.
A situação se agrava pelo impasse jurídico com a antiga parceira. A Alfa segue operando no país e não quitou valores relacionados à rescisão, que podem alcançar R$ 50 milhões. O clube acionou a Justiça em busca de ressarcimento, mas não há previsão para uma definição.
O problema, contudo, não é isolado: o Grêmio e cerca de um terço dos clubes da Série A também enfrentam dificuldades para preencher o espaço máster em seus uniformes.
Fonte: CP