Irã analisa proposta dos EUA para encerrar a guerra
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta quarta-feira que a proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra está em análise. A informação foi veiculada hoje pela imprensa iraniana.
A declaração de Baghaei teria sido dada à agência de notícias ISNA. Além disso, ele acrescentou que o Irã transmitirá seus pontos de vista ao Paquistão, mediador na crise, uma vez que definir “sua posição”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira que deseja que a guerra “termine”, mas ameaçou ataques mais intensos caso Teerã rejeite as condições.
“Supondo que o Irã concorde em cumprir o que foi acordado, o que talvez seja uma grande suposição, a já lendária Fúria Épica chegará ao fim”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social. “Se eles não concordarem, o bombardeio começará e será, infelizmente, em um nível e intensidade muito mais elevados do que antes”, afirmou Trump.
A publicação de Trump aconteceu após o portal de notícias americano Axios informar que Washington e Teerã estavam perto de um acordo sobre um memorando de entendimento de uma página para encerrar a guerra e estabelecer uma estrutura para negociações nucleares mais detalhadas.
Entre tensão e avanços nas conversas para o fim da guerra, países da Europa e da Ásia acompanham a situação com certa apreensão. China pediu o fim do conflito e a abertura imediata do Estreito de Ormuz, um dos pontos fundamentais na discussão sobre o Oriente Médio.
França movimenta porta-aviões
Já a França adotou uma postura de prevenção e colocou em movimento o porta-aviões francês Charles de Gaulle no Canal de Suez. O ato sinaliza que há uma coalizão de países que estaria pronta para garantir a segurança do estreito, caso seja necessário.
O envio da embarcação da Marinha francesa para a região do Golfo é parte da iniciativa da França e do Reino Unido de promover uma missão que garanta a segurança nesse estreito crucial para o comércio mundial de hidrocarbonetos.
Sua passagem pelo Canal de Suez é “um sinal de que não apenas estamos prontos para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, mas também de que somos capazes de fazê-lo”, afirmou um assessor do presidente francês, Emmanuel Macron.
Fonte: CP