fbpx
GeralPolítica

Lula admite que correu risco de perder ministérios em votação no Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu as dificuldades na articulação política com o Congresso Nacional, nesta sexta-feira. Ele também comentou sobre a votação da medida provisória que definiu a estrutura do Executivo. “Ontem, a gente corria o risco de não ter aprovado o sistema de organização do governo que nós fizemos. E aí, você não pode procurar amigo. Você tem que conversar com quem não gosta da gente, com quem não votou na gente”, disse o presidente, durante o ato de inauguração de um prédio novo para a Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo, no interior paulista.

Lula afirmou, ainda, não ter base sólida de apoio no parlamento, em especial na Câmara dos Deputados. “A esquerda toda tem no máximo 136 votos, isso se ninguém faltar. Para votar uma coisa simples, precisamos de 257. E, para aprovar uma emenda constitucional, é maior ainda o número de deputados. É preciso que vocês saibam o esforço para governar. Não é só ganhar a eleição. Você ganha e precisa passar o tempo inteiro conversando para ver se consegue aprovar uma coisa”, destacou o presidente.

O Congresso aprovou a MP da estrutura ministerial do governo Lula no último dia antes de a medida perder a validade. A versão que recebeu o aval da Câmara e do Senado tirou atribuições de algumas pastas, sobretudo dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e dos Povos Indígenas.

Uma das principais mudanças feitas na medida provisória devolve ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a atribuição de demarcar terras indígenas, que o governo Lula havia transferido à pasta da ministra Sônia Guajajara.

Outra mudança se deu nas competências da pasta comandada pela ministra Marina Silva. Pelo texto do relator, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) saiu do Meio Ambiente e Mudança Climática e passou para o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, de Esther Dweck. O CAR garante segurança jurídica aos proprietários de imóveis rurais e serve como pré-condição para o ingresso de regularização ambiental e, no futuro, para acesso a crédito.

Além disso, o relatório tirou de Marina a supervisão da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e transferiu o órgão ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, comandado por Waldez Góes.

Fonte: R7