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Novo líder supremo do Irã manterá Estreito de Ormuz fechado como “ferramenta de pressão” na guerra

O líder supremo do IrãMotjaba Khamenei, se pronunciou pela primeira vez nesta quinta-feira desde que assumiu o cargo que era de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto logo no início da guerra com Israel e Estados Unidos. O novo representante iraniano destacou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado e que a iniciativa servirá como uma ferramenta de pressão, segundo informações da rede de notícias norte-americana CNN.

O local permanece sob vigilância do Irã, uma vez que o país ocupa a Costa Norte da região. Desde a semana passada, o exército iraniano tem atacado navios de aliados de Israel e Estados Unidos e até mesmo as embarcações que não obedecem as ordens de parada.

A mensagem de Khamenei, lida na televisão estatal, ainda trouxe um aviso aos Estados Unidos, que deve fechar todas as bases da região, caso contrário serão atacadas.

O aiatolá afirmou que o Irã buscará a compensação pelos atos realizados por Israel e Estados Unidos. Khamenei, inclusive, não cita os nomes das nações, mas usa o termo “inimigos”. “Nós iremos pedir por compensação dos inimigos. Se nós não conseguirmos essa compensação, nós iremos destruir as suas propriedades assim como eles destruíram as nossas”, disse.

O novo aiatolá do Irã segue sendo preservado de aparições públicas, tudo por conta do ataque foi feito contra seu pai. Ali Khamenei morreu, mas Motjaba conseguiu sobreviver. Conforme a CNN, ele estaria com um dos pés fraturado e outros ferimentos menores.

Preço impactado

O Irã lançou nesta quinta-feira uma nova onda de ataques contra as infraestruturas petrolíferas dos países do Golfo, o que provocou uma nova alta nos preços do petróleo bruto, apesar da histórica liberação de reservas estratégicas anunciada nessa terça-feira.

O barril de Brent do Mar do Norte voltou a superar a cotação de 100 dólares na manhã da quinta-feira, apesar da intervenção sem precedentes das grandes potências no mercado.

Os 32 países integrantes da Agência Internacional de Energia (AIE), que incluem os Estados Unidos, decidiram na quarta-feira liberar uma quantidade recorde de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas para acalmar as preocupações com o abastecimento.

Sinais contraditórios

O Irã está “perto da derrota”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira à noite, ao final de um dia marcado por sinais contraditórios sobre suas intenções.

Ele repetiu que a guerra terminaria “em breve”, afirmou que “praticamente não restava nada para atacar” no Irã e que a operação militar americana estava “muito adiantada” em relação ao calendário previsto.

O jornal The New York Times informou, com base em fontes do Congresso, que a primeira semana de guerra custou aos Estados Unidos mais de 11 bilhões de dólares.

A duração dos confrontos, no entanto, parece incerta. Israel, que apoia Washington neste conflito, não estabeleceu “nenhum limite de tempo” e afirma que ainda dispõe de uma “ampla reserva de alvos”.

Por sua vez, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou que está determinada a seguir com uma longa campanha para forçar a retirada das forças dos Estados Unidos com o bombardeio de interesses ocidentais na região.

Fonte: CP