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Novo reforço do Inter teve nome envolvido em Máfia de Apostas e marcou gol salvador de rebaixamento

Em 2023, após investigação do Ministério Público de Goiás, explodiu no futebol brasileiro o escândalo da “Máfia das Apostas”. Nele, uma organização criminosa cooptava jogadores de futebol para cometerem determinadas ações nos jogos em benefício de apostadores. Na esfera desportiva, o Superior Tribunal de Justiça deu trânsito ao tema.

Alguns atletas chegaram a ser banidos do esporte, uns tiveram severas penas, outros foram absolvidos e um grupo foi apenas multado. Richard, o novo reforço do Inter, foi um deles. Ele sofreu uma pena branda do STJD no valor de multa de R$ 10 mil.

A ida para o Alanyaspor, da Turquia no começo de 2023, estaria também ligada ao ocorrido. No final de 2022 o Ceará onde ele atuava foi rebaixado para a Série B do Brasileirão. Por lá o volante também ficou visado pelo excessivo número de cartões amarelos recebidos, assim como outros companheiros de time, dentre eles, o lateral Nino Paraíba, posteriormente um dos banidos do futebol pelo STJD.

“É um ótimo volante de estatura, tem boa saída de bola em pressão. Pode jogar de segundo homem, mas não é muito a dele”, diz Horácio Neto, repórter da rádio ‘O Povo CBN/Fortaleza’. Antes do Ceará, Richard estava no Cruzeiro e um dos motivos de sua saída de Belo Horizonte teria sido justamente a admissão de problemas fora de campo ligados a apostas.

“Começou muito bem, era tudo como um dos pilares do time do Pepa, mas quando estouraram as denúncias de apostas, o nome dele esteve envolvido. E como o próprio Ronaldo Nazário, dono da SAF, era embaixador de uma casa de apostas, o clube optou pelo encerramento do contrato. É um volante moderno, tem boa envergadura, passada larga e com chegada na área. Naquela época quando saiu, fez muita falta”, relembra Guilherme Piu, repórter da rádio Itatiaia.

Richard ganhou projeção nacional em 2018 no Fluminense quando, na última rodada do Brasileirão daquele ano, fez o gol da vitória de 1 a 0 contra o América Mineiro, resultado que salvou o time carioca do rebaixamento.

“A torcida não gostava muito dele. Tinha dificuldades com a bola nos pés, mas ia bem por cima pela estatura. Vejo como um jogador insuficiente para ser titular do Inter”, opina Hector Werlang, setorista do Fluminense no GE em 2018. Além do Flu, no Rio de Janeiro, Richard atuou também no Vasco. Em São Paulo, onde começou a carreira no modesto Monte Azul, jogou também no Corinthians.

“Jogador insuficiente para a necessidade do Inter. Os conceitos informados pelo clube são distantes do que ele apresentou em outros times brasileiros. Não chega perto do volante Fernando”, afirma Alexandre Praetzel, comentarista da Rádio Bandeirantes da capital paulista.

Aos 31 anos de idade, Richard chega ao Inter para ser opção de Roger Machado para a vaga de Fernando, machucado. Ele irá brigar por posição com Ronaldo e também Thiago Maia, em readaptação à função de primeiro homem do meio-campo. Domingo, o Inter encara o Ceará, um dos tantos clubes que o novo reforço passou antes de desembarcar no Beira-Rio.

Fonte: CP