O desafio de Leite é ampliar a base na Assembleia do RS
Mesmo com a viagem do governador Eduardo Leite (PSDB) para Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial, as negociações envolvendo a composição do governo em cargos da administração indireta seguirão ocorrendo. As reuniões estão sendo conduzidas pelo chefe da Casa Civil, Artur Lemos.
Nesta segunda-feira, o encontro será com a bancada e dirigentes do União Brasil. Lideranças do partido não estão satisfeitas com os espaços ocupados até agora. Apesar de não contar com uma bancada numerosa na Assembleia, o União Brasil foi o primeiro partido a declarar apoio à candidatura de Leite, ainda no primeiro turno. A expectativa é a de que a compensação venha em cargos estratégicos do segundo escalão.
As costuras políticas envolvendo estas vagas, muitas com orçamento e peso expressivos, terão reflexos diretos na base aliada do governo que está em formação. Em seu primeiro mandato, Leite contava com ampla base na Assembleia, integrada por 40 deputados, além dos dois parlamentares da bancada do Novo, independente mas alinhada às bandeiras do tucano.
Meta
Na próxima legislatura, que começa no dia 31 deste mês, o cenário será distinto. O objetivo dos articuladores do governo é o de atingir, no mínimo, 33 aliados, número mínimo para aprovar projetos que necessitam de quórum qualificado, como alterações constitucionais – PEC por exemplo-, o que significa margem zero para dissidências e uma situação bem mais complexa e menos confortável do que a que marcou o primeiro mandato de Leite.
Fonte: CP