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Olhos vermelhos e irritação: entenda o que é conjuntivite e saiba como se proteger

Comum em diversas épocas do ano e especialmente no verão, a conjuntivite é uma inflamação que atinge milhões de brasileiros anualmente. Embora na maioria dos casos não seja uma condição grave, o desconforto e o alto potencial de contágio exigem atenção e cuidados específicos para evitar surtos em escolas e ambientes de trabalho, por exemplo.

O que é a conjuntivite?

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana transparente e fina que reveste a parte branca do olho e o interior das pálpebras. Quando essa membrana fica irritada ou infectada, os vasos sanguíneos se tornam mais visíveis, conferindo ao olho a aparência avermelhada característica da doença.

Existem três tipos principais, classificados de acordo com a causa:

  • Infecciosa: causada por vírus ou bactérias. É a forma mais preocupante por ser altamente contagiosa.
  • Alérgica: ocorre em pessoas predispostas a alergias (como pólen, poeira ou pelos de animais) e não é contagiosa.
  • Tóxica/Química: causada pela exposição a agentes irritantes, como cloro de piscina, fumaça ou produtos de limpeza.

Fique atento aos sintomas

Os sintomas podem variar dependendo do tipo da inflamação, mas os sinais mais comuns incluem:

  • Vermelhidão intensa nos olhos.
  • Lacrimejamento frequente.
  • Coceira e sensação de “areia” nos olhos.
  • Secreção: esbranquiçada (geralmente viral) ou amarelada/purulenta (geralmente bacteriana).
  • Hipersensibilidade à luz (fotofobia).
  • Pálpebras inchadas e, por vezes, grudadas ao acordar.
  • Viral: não existem remédios específicos; o corpo combate o vírus naturalmente. O tratamento foca no alívio dos sintomas com compressas frias e higienização.
  • Bacteriana: requer o uso de colírios ou pomadas antibióticas prescritas por um oftalmologista.
  • Alérgica: geralmente tratada com colírios anti-histamínicos e o afastamento do agente causador da alergia.

Como prevenir

Para evitar a propagação, especialmente nos casos infecciosos, algumas medidas simples são fundamentais:

  • Lave as mãos com frequência e utilize álcool em gel.
  • Evite coçar os olhos para não levar microorganismos à região.
  • Não compartilhe objetos pessoais, como toalhas de rosto, maquiagens, fronhas ou óculos.
  • Troque as fronhas do travesseiro diariamente enquanto durar a infecção.
  • Suspenda o uso de lentes de contato até a recuperação total.

Importante: Ao notar os primeiros sintomas, procure uma unidade de saúde ou um oftalmologista. O diagnóstico precoce ajuda a evitar complicações e interrompe a cadeia de transmissão na comunidade.

Fonte: CP