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Os bastidores envolvendo o adiamento do leilão do concessão do Bloco 2

Apesar das manifestações do governador Eduardo Leite (PSD), o anúncio do adiamento do leilão do bloco 2 de concessão de rodovias e de alterações ao edital já publicado, representa um recuo, podendo fazer com que o projeto fique no papel por bem mais tempo. Vamos por partes analisar os bastidores.

A urgência

A coletiva convocada na noite de segunda-feira, dia 2 de março, para um anúncio importante no dia seguinte, mostrava que havia urgência. Na verdade, os auditores do TCE fizeram apontamentos entregues na segunda-feira. A equipe técnica teve que correr para analisar e colocar as alterações em prática. Fato é que o assunto não mobilizou só o governo, mas os deputados que integram a CPI dos Pedágios da Assembleia. Inclusive, a presença de alguns assessores na coletiva foi visível.

Os detalhes

A parte técnica ficou com o secretário estadual de Reconstrução, Pedro Capeluppi. Coube a ele detalhar os ajustes, contrabalanceando com a justificativa do plano do governo, como o cálculo matemático que fez o valor da tarifa reduzir em menos de R$ 0,01, passando de R$ 0,19 para R$ 0,18. O secretário esteve na semana passada na CPI e havia sido questionado sobre a modelagem e os apontamentos feitos em relação às citações do TCE.

  • Em tempo (1): O presidente da CPI, deputado Paparico Bacchi (PL), protocolou requerimento para quebra de sigilo telefônico do secretário. Na CPI, os deputados solicitaram o celular do secretário, que se recusou a entregá-lo.

O calendário

O adiamento do leilão, que estava marcado para o dia 13 de março, leia-se sexta-feira da próxima semana, bagunça de certa forma o calendário indicado pelo governo do Estado. Na apresentação feita em novembro do ano passado, Eduardo Leite foi enfático em defender que o leilão ocorresse no início de 2026. Entre outros fatores, estava o de aproveitar a janela de oportunidades. Realizar um leilão no meio de embates da CPI não era favorável e poderia afastar interessados.

  • Em tempo (2): Fato que era considerado entre aliados de Leite como uma realidade. Ter um leilão vazio (sem interessados) é prejudicial. Ter com um nome só, talvez seja tão ruim quanto. Ao adiar, dá possibilidade de atrair novos interessados.

A saída do cargo

Eduardo Leite foi enfático na coletiva em dizer que a decisão de fazer o leilão era uma decisão de governo. Mesmo com as críticas, enfatizou que essa era uma etapa da organização do seu governo. Ok. Mas com o adiamento e a ausência de uma nova data, deixa o assunto em compasso de espera. Afinal, se Leite estiver no cargo, o cenário é um. Porém, caso o governo seja liderado pelo vice-governador Gabriel Souza, aliados e adversários acreditam que ele não vai ter pressa para comprar essa briga.

  • Em tempo (3): Integrantes do MDB fizeram críticas públicas ao projeto de concessão do bloco 2. Pré-candidato ao governo do Estado, Gabriel ao realizar o leilão, neste ano, pode gerar um efeito prejudicial à sua campanha.

CPI

  • Em tempo (2): Fato que era considerado entre aliados de Leite como uma realidade. Ter um leilão vazio (sem interessados) é prejudicial. Ter com um nome só, talvez seja tão ruim quanto. Ao adiar, dá possibilidade de atrair novos interessados.

A saída do cargo

Eduardo Leite foi enfático na coletiva em dizer que a decisão de fazer o leilão era uma decisão de governo. Mesmo com as críticas, enfatizou que essa era uma etapa da organização do seu governo. Ok. Mas com o adiamento e a ausência de uma nova data, deixa o assunto em compasso de espera. Afinal, se Leite estiver no cargo, o cenário é um. Porém, caso o governo seja liderado pelo vice-governador Gabriel Souza, aliados e adversários acreditam que ele não vai ter pressa para comprar essa briga.

  • Em tempo (3): Integrantes do MDB fizeram críticas públicas ao projeto de concessão do bloco 2. Pré-candidato ao governo do Estado, Gabriel ao realizar o leilão, neste ano, pode gerar um efeito prejudicial à sua campanha.

CPI

Fonte: CP