Para fechar contas, Inter terá que vender mais um ou dois jogadores em 2024
O Inter está virtualmente classificado para a próxima edição da Libertadores da América. A conquista da vaga, que pode ser confirmada matematicamente já na próxima rodada, atende uma meta esportiva e também descortina um horizonte melhor em 2025. Entretanto, nem a promessa de receitas maiores no próximo ano será suficiente para cobrir as perdas acumuladas ao longo deste ano. Até dezembro, Roger Machado deverá perder mais um ou dois titulares para cobrir um rombo financeiro que foi registrado no último balancete divulgado pelo clube, que apresenta um déficit acumulado até setembro de R$ 148,3 milhões.
Os dirigentes, inclusive, deverão enviar para a análise do Conselho Deliberativo um pedido de suplementação orçamentária. Nele, apresentarão a proposta de aumentar a previsão de receitas com a venda de jogadores. Atualmente, o orçamento projeta a arrecadação de R$ 135 milhões, meta que já foi superada − atingiu R$ 142 milhões com a negociação de Igor Gomes para o Shabab Al Ahli, dos Emirados Árabes Unidos.
Roger Machado, inclusive, já foi informado de que perderá jogadores no final da temporada. Por outro lado, recebeu a promessa de que haverá compensações. Ou seja, os jogadores vendidos no final do Brasileirão serão substituídos antes do início da Libertadores, o que deverá manter um time forte para as competições que ocorrerão em 2024.
Não há uma oferta concreta por qualquer um dos jogadores colorados, mas há muita movimentação nos bastidores. Gabriel Carvalho, Wesley e Vitão são os jogadores mais valorizados do elenco, neste momento, e deverão ser alvo de ofertas de clubes da Europa. Vitão, inclusive, quase deixou o clube no meio da temporada, mas o Real Betis desistiu do negócio quando o jogador já havia deixado Porto Alegre e despedido-se dos companheiros no CT Parque Gigante.
O objetivo dos dirigentes é encerrar 2024 com o menor déficit possível. Para isso, será feito um esforço em todas as áreas, além da venda de jogadores, para otimizar receitas, que normalmente já são maiores no segundo semestre. Em três anos de Alessandro Barcellos, o Inter sempre teve superávits. Em 2023, inclusive, impulsionado pela venda dos direitos de TV para a LFU, alcançou R$ 710 milhões em receitas e teve um superávit de R$ 170,3 milhões. Em 2024, será difícil repetir esses números.
Fonte: CP