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Planos do governo do RS reeditam embates sobre pedágios no Estado

Motivo de acirrados embates políticos que se estenderam por anos no Estado, os pedágios estão de volta à cena. Os planos do governo Eduardo Leite (PSDB), relativos ao Bloco 2 de concessões, deflagraram uma série de reações e resistências de partidos de oposição, deputados da base e independentes, prefeitos e setores como o empresarial.

A pauta levou ainda a uma união inusitada, de lideranças do PT e do PL, que estão realizando movimentos conjuntos visando forçar o Executivo a um recuo. A parceria entre partidos da oposição à esquerda e à direita na Assembleia envolve o apoio decisivo do PT para a criação da Frente Parlamentar contra os pedágios do programa de concessões rodoviárias do Estado, de autoria de Paparico Bacchi (PL).

A reciprocidade deve ser confirmada no apoio ao projeto do líder da bancada do PT, Miguel Rossetto, que retoma prerrogativa do Legislativo de avalizar processos envolvendo concessões de rodovias e instalações de pedágio no Rio Grande do Sul.

“A presente proposição tem como objetivo, em linhas gerais, retomar o debate efetivo, no Parlamento gaúcho, a respeito de pedágios e concessões”, diz trecho da justificativa do projeto, que destaca, entre outros pontos, que a Assembleia nunca deveria ter aberto mão da prerrogativa, diante de seu papel precípuo e da relevância do tema.

O texto foi protocolado nesta quarta-feira e já tem o apoio de Paparico. “Além de apoiar a proposta, vou articular para que meus colegas da bancada do PL façam o mesmo”, disse o deputado.

O bloco 2 prevê 24 pórticos de pedágio ao longo de um trecho de 415 quilômetros passando por 32 municípios do Vale do Taquari e Região Norte. A concessão prevê a duplicação de 244 quilômetros e terceiras faixas em 101 quilômetros. O governo garante estar aberto ao diálogo.

Fonte: CP