Pré-candidatos ao Senado admitem que poderão dividir o palanque, mas concordam que não é o ideal
Os próximos dias serão decisivos para a formação de alianças visando a disputa no Rio Grande do Sul. No caso das candidaturas ao Senado, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu, na semana passada, que as coligações poderão ter mais de um candidato. Os partidos podem apresentar seus candidatos de forma independente. A divisão de palanques é aceita de forma protocolar, com críticas a mudanças de regras em pleno jogo eleitoral.
O PSDB poderá ter dois candidatos na aliança, caso o Podemos e o PSD decidam apoiar o ex-governador Eduardo Leite ao governo do Estado.
O senador Lasier Martins (Podemos) disse que é praticamente certo o apoio a Leite, e que sua candidatura está mantida para a reeleição ao Senado, desmentindo informações de que poderia concorrer a deputado federal. Para Lasier, não há problema em dividir palanque com outros candidatos, embora concorde que não seja o ideal para a escolha de apenas um candidato.
O presidente estadual do Podemos, Everton Braz disse a decisão sobre o futuro não foi tomada e que o partido conversa com PSDB, mas também com outras forças políticas como o PSC e o MDB. Reconhece, no entanto, que há muitas afinidades com o projeto de Eduardo Leite e com o governo de Ranolfo Vieira Júnior. A convenção do partido está agendada para o dia 24 de julho onde será tomada a decisão. “Temos a pré candidatura do senador Lasier a reeleição posta e isso é uma fator importante para decidirmos nossa aliança”, acentuou.
PSD dialoga com quatro partidos
O PSD vem conversando com, pelo menos, quatro partidos para uma aliança, segundo a pré-candidata ao Senado Ana Amélia Lemos. Ressalva que a decisão será do partido e ela é apenas um voto na direção. Hoje as conversas estão sendo feitas mais fortemente com o PSDB, MDB, mas também com o PDT e até com o PSB de Beto Albuquerque. Mas não há nada definido, como ela explica.
Sobre a possibilidade de dividir palanque com outro pré-candidato, Ana Amélia disse que não há óbice de sua parte e que sua campanha estará calcada no trabalho que fez como Senadora. Ela faz críticas, no entanto, à Legislação Brasileira, que muda a regra no meio do jogo.
Fonte: Uirapuru