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Prefeitura de Tapejara implanta modelo pioneiro de educação financeira no Brasil e projeta expansão até 2029

A Prefeitura de Tapejara passa a protagonizar a implantação de um modelo estruturado de educação financeira na rede municipal de ensino, consolidando uma iniciativa pioneira em nível nacional. Desenvolvido a partir da articulação entre a administração municipal, o setor produtivo e o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio Grande do Sul, o projeto “Contar – Consciência Financeira” foi apresentado em evento de pré-lançamento realizado na terça-feira (31), no La Felicità Centro de Eventos, reunindo autoridades, representantes do poder público, vereadores, imprensa, empresários, entidades e instituições.

A proposta estabelece um modelo educacional estruturado, baseado em gamificação, inteligência artificial e monitoramento contínuo do desempenho dos estudantes. A iniciativa contempla alunos do 6º e do 7º anos do Ensino Fundamental, com início previsto para o segundo semestre deste ano, inserindo-se em uma estratégia de médio e longo prazo voltada à qualificação do ensino e à formação de uma cultura de responsabilidade financeira desde a base.

O assessor de planejamento, gestão e governança do município, Rangel Antonio Antunes Maciel, destacou que a iniciativa resulta da convergência entre capacidade técnica e decisão institucional. “A parte técnica é essencial, mas é a decisão de fazer que transforma o projeto em realidade”, afirmou.

A secretária municipal de Educação, Jaqueline Palma, ressaltou o caráter coletivo da proposta e a necessidade de engajamento da comunidade. “A educação não é responsabilidade exclusiva do poder público. Ela só avança quando toda a sociedade compreende seu papel e participa”, afirmou, ao convidar empresários a integrarem a iniciativa.

Estrutura técnica e modelo inovador
Desenvolvido com apoio do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio Grande do Sul, o projeto adota o conceito de consciência financeira, ampliando a abordagem tradicional ao integrar prática, comportamento e tomada de decisão.

Entre os diferenciais está o Índice CONTAR, indicador que mede o desempenho dos estudantes em uma escala de zero a cem, considerando aprendizagem, engajamento e evolução. O sistema permite acompanhamento em tempo real, geração de dados e ajustes contínuos na execução pedagógica.

O modelo incorpora ainda ferramentas digitais, suporte com inteligência artificial para professores e mecanismos de avaliação direta pelos alunos, configurando um sistema educacional estruturado, orientado por dados e com capacidade de adaptação permanente.

Fundamento técnico e validação institucional
O presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio Grande do Sul, Eduardo Estima, enfatizou que o projeto surge como resposta a um desafio estrutural do país. “O que precisamos não é restringir comportamentos, mas formar pessoas capazes de compreender suas escolhas. A educação financeira precisa começar cedo para gerar impacto real ao longo da vida”, afirmou.

O vice-presidente do IBEF-RS e coordenador do projeto, Ismael Santos, destacou o caráter estruturado e escalável da proposta. “Não se trata de uma ação isolada, mas de um movimento construído para transformar a relação das pessoas com o dinheiro, com impacto que começa na escola e se estende às famílias”, afirmou.

Mobilização e construção coletiva
O evento de pré-lançamento teve como foco a apresentação do projeto e a mobilização de empresas, entidades e instituições para participação na iniciativa. O modelo prevê integração entre poder público e setor produtivo, com investimento social e governança estruturada, assegurando sustentabilidade e expansão.

O presidente da Câmara de Vereadores, André Rodrigues da Silva, destacou a relevância de políticas públicas voltadas à formação das novas gerações. “Investir em educação é investir no futuro. Projetos como este representam um avanço importante para o desenvolvimento do município”, afirmou.

Escala e projeção até 2029
A implantação terá início ainda em 2026, com mais de 500 alunos da rede municipal, seguindo uma trajetória de expansão estruturada. Conforme apresentado, o projeto prevê crescimento progressivo até 2029, com ampliação do número de estudantes, escolas e municípios envolvidos, além do impacto indireto nas famílias.

A proposta considera que o conhecimento adquirido pelos alunos se estende ao ambiente familiar, contribuindo para a formação de uma cultura financeira mais consciente em toda a comunidade.

Tapejara como protagonista
Durante o evento, o vice-prefeito Rodinei Bruel (Gipe) destacou que a iniciativa está diretamente relacionada às decisões estruturantes da gestão. “Estamos construindo um legado que será reconhecido no futuro. Iniciar a educação financeira nas escolas é preparar as próximas gerações para tomar decisões melhores e mais conscientes”, afirmou.

Ao projetar a iniciativa como política pública estruturante, o prefeito Evanir Wolff (Big) enfatizou o avanço do município na consolidação de um modelo educacional inovador. “A partir do segundo semestre deste ano, estamos implantando um modelo que integra tecnologia, metodologia e formação de consciência. Tapejara assume protagonismo ao investir em uma educação que prepara para o futuro, com responsabilidade e planejamento”, afirmou.]