Presidente do Instituto Voto Legal é considerado foragido após operação do STF
A Polícia Federal (PF) considera foragido o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Rocha, um dos alvos da operação deflagrada na manhã deste sábado (27) para cumprir dez mandados de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica contra réus condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
A ordem judicial foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após a fuga e posterior prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques.
A operação determinou a colocação de tornozeleiras eletrônicas em réus vinculados aos núcleos 2, 3 e 4 da investigação sobre os atos antidemocráticos. Entre os alvos está Filipe Martins, ex-assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com apuração da CNN Brasil, Carlos Rocha não foi encontrado no endereço informado às autoridades. Agentes da PF entraram em contato com o advogado do investigado, que afirmou ter mudado de endereço, mas se recusou a declarar sua localização atual.
A defesa confirmou o episódio em nota.
“A sua defesa técnica foi informada pela Polícia Federal que havia mandado de prisão domiciliar e outras medidas ainda pela manhã. Ao tentar contato com Carlos Rocha, ele nos telefonou, informou que havia mudado de endereço, não declinou o novo e encerrou a chamada. Informamos o fato à agente da Polícia Federal”, declararam os advogados Melillo Dinis do Nascimento e Gladys Nascimento.
Condenado a sete anos e seis meses de prisão em regime semi-aberto, além de multa, Carlos Rocha foi responsabilizado por participação em organização criminosa armada e por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ele integra o chamado núcleo da desinformação, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsável por espalhar ataques ao sistema eleitoral e a instituições públicas.
O julgamento do grupo foi encerrado em outubro, quando a Primeira Turma do STF condenou todos os réus, por maioria de votos. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes destacou que as penas propostas tinham caráter não apenas punitivo, mas também preventivo.
A ação deste sábado ocorre de forma simultânea em oito estados e no Distrito Federal, com apoio do Exército. Além da prisão domiciliar, foram impostas medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais, de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de visitas.
Fonte: CP