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Roger “deixa a rivalidade em campo” pelo passado azul e garante tranquilidade para trabalhar no Inter

Roger Machado “montou no cavalo”. Não pelo aceite da oportunidade nova na carreira, nesta quinta-feira, mas quando falou pela primeira vez e aproveitou a oportunidade como é conhecida a expressão gaúcha. Para falar o que parecia ter vontade desde que seu nome passou a ganhar contornos em vermelho diante de um passado em azul. “Torcedor é apaixonado pelo time. Eu sou pelo jogo e entendo o torcedor. Como profissional do futebol, em 32 anos nesse lugar, consigo administrar bem e trabalhar com tranquilidade nesses momentos.”

Não foi o primeiro gesto através de um discurso que marca a sua carreira, mas simbólico no contexto atual de chegada ao Inter. “Como jogador sempre busquei deixar a rivalidade em campo. Não somos inimigos, apenas adversários”, seguiu na primeira entrevista coletiva.

Com a barba feita e satisfeito pela chance um pouco diferente às que esteve acostumado, geralmente em começos de temporada, mostrou-se ciente não só da fase em que assume o desafio, mas também do tamanho. Aos 49 anos, Roger começa dentro de campo o oitavo trabalho em uma carreira de uma década. No primeiro contato, ainda que indireto ao torcedor colorado, foi incisivo para não deixar dúvidas que por ventura algum nariz torcido possa ter:

“Estou preparado para esse momento. Tive muitas experiências em diferentes níveis, mas a maioria no nível onde está o Inter. Me sinto amadurecido”, disse. E por fim, elogiado desde o início da trajetória fora das quatro linhas por sua capacidade de falar de futebol, não desperdiçou a chance de apontar para aquilo que nem sempre se diz, mesmo que se enxergue: “Quando o campo está funcionando não é só a tática aparecendo, mas também a capacidade de gestão.”

O anúncio oficial horas antes, muito mais do que a confirmação de uma tendência iniciada após a derrota para o Vasco, conforme revelado pelo próprio empresário do treinador, ratifica a expectativa da direção com o nome de Roger.

Ao acertar contrato até o fim de 2025, Alessandro Barcellos crê na estabilidade de um trabalho por um período superior por exemplo ao do estipulado com Eduardo Coudet, que encerrava em dezembro. Ou seja, cumprido o assinado, o período do novo técnico será o dobro do que o da média dos últimos cinco comandantes.

Pouco tempo para a estreia

Poucas semanas na vida de Roger devem ter sido dão agitadas quanto a que está prestes a se encerrar. Sábado em Caxias do Sul contra o próprio Inter, terça-feira em Brasília no último jogo pelo Juventude, avião mais van para voltar a Porto Alegre no dia seguinte, à tarde o primeiro treino, hoje o segundo e logo após a atividade da manhã, viagem para o Rio de Janeiro onde ele estreia como treinador colorado.

Para valorizar o pouco tempo de preparação, muitas conversas e orientações dele e da nova comissão técnica com o grupo de jogadores.
No gramado do CT de Alvorada, porém ele não pode contar com muitos atletas: Vitão, Fernando, Thiago Maia, Aranguiz e Enner Valencia não participaram do treinamento e a maioria não terá condições de jogo. Como a partida contra o Rosario pela Sul-Americana tem caráter decisivo, é provável que quem não esteja 100% seja resguardado para a terça-feira.

Fonte: CP