Russell supera briga tripla com Ferraris e vence o GP da Austrália
George Russell resistiu a uma briga tripla com as Ferrari, deu sorte e fez a escolha certa com o safety car virtual e ganhou com sobras o GP da Austrália de Fórmula 1. A Mercedes abriu os trabalhos com dobradinha, Kimi Antonelli errando a largada, mas se recuperando na tática para ser segundo. A Scuderia inventou de novo na tática, errou e levou de consolação o pódio em terceiro com Charles Leclerc. Um injuriado Lewis Hamilton, que queria parar, fechou em quarto.
O novo regulamento começou cheio de alternativas e diversão. As Ferrari largaram como torpedos, como era previsto, com Leclerc se posicionando logo atrás de Russell. Hamilton teve um pouco mais de trabalho ao sobrar na primeira curva, mas logo se recompôs e também passou a turma para enquadrar as Mercedes.
Lá de trás, Fernando Alonso deu seu show, ainda que breve. Tendo feito apenas um treino de largada com o problemático Aston Martin, arrancou melhor que metade da gurizada e ganhou sete posições, passando até Gabriel Bortoleto para ocupar o 10º lugar. A presença na zona de pontuação durou pouco, contudo, dada a limitação de potência do motor Honda até o momento.
Começou uma série de trocas de lideranças entre monegasco e britânico. Foram 12 voltas com mais intriga e possibilidades que boa parte da temporada de 2025, cada carro encontrando o ponto de energia ideal em locais diferentes da pista.
A briga fez Hamilton chegar também e por duas passagens a trinca buscou trajetórias para trocar posições. Até que um safety car virtual interrompeu o baile. Isack Hadjar foi a primeira quebra do ano durante corrida, com o motor Red Bull fumando.
Boa parte do pelotão decidiu parar com a velocidade reduzida. A Ferrari apostou em seguir na tática convencional de uma parada. Agora a intriga era tática, além de esportiva. Russel à caça das Ferrari com pneus mais novos, mas a previsão de um pit extra.
Os italianos ainda tiveram azar quando Bottas acionou o segundo safety virtual. Ele parou na entrada dos pits e os boxes foram fechados, impedindo que Leclerc ou Hamilton aproveitassem para parar e dando a vantagem definitiva para a Mercedes.
Com muita sobra, os alemães resolveram tentar ir até o fim sem parar, apesar das muitas voltas. Com Russell levando boa folga para Antonelli.
Bortoleto aproveitou o safety e fez funcionar a tática de duas paradas com muita combatividade na Audi. Ao retornar da última parada atropelou Esteban Ocon e Gasly para assumir o nono lugar e foi pressionar Lindblad, outra grande atuação do dia com a Racing Bulls.
Pelo quinto lugar, um apagado Lando Norris – e solitário, visto que Oscar Piastri bateu antes da largada – teve que aguentar a pressão de Max Verstappen, recuperando-se da largada no fundão. O holandês ficou sentado no aerofólio da McLaren diversas voltas, mas claramente não conseguia achar energia suficiente para tentar passar. No fim, tirou o pé e deixou Norris escapar. Bortoleto foi outro frustrado atrás do alvo. Conseguiu grudar em Lindblad no fim, mas sem ter por onde passar.
Veio a bandeirada e Russell cruzou soberano, com Antonelli em segundo. O último gostinho de disputa foi Hamilton, que pressionou no fim e chegou fungando no cangote de Leclerc. O monegasco, contudo, manteve o pódio.
O quinto foi Norris, com Verstappen reduzindo o prejuízo em sexto. Na sétima colocação, excelente performance de Oliver Bearman, colocando a Haas como melhor do resto, e com sobras. Lindblad foi o oitavo segurando Bortoleto, mas o brasileiro teve o gostinho de abrir a contagem histórica da Audi na F1. O último ponto ficou com o batalhador Pierre Gasly, indo além do que sua Alpine prometia.
Fonte: CP