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Seleção Brasileira encerra participação nas Eliminatórias a 4.150 metros de altura

El Alto é um daqueles lugares onde ‘o avião sobe para pousar’, tamanha é a altitude de 4.150 metros da cidade da região metropolitana de La Paz, capital boliviana. É para amenizar os efeitos desta adversidade que a Seleção Brasileira chegará apenas algumas horas antes do jogo contra a Bolívia nesta terça-feira. A concentração será em Santa Cruz de la Sierra, ao nível do mar.

O último jogo das Eliminatórias Sul-americanas será para Carlo Ancelotti realizar novos testes no time do Brasil e para os jogadores testarem o fôlego. Para os donos da casa, porém, o duelo das 20h30min (de Brasília), no estádio Municipal encravado entre a Cordilheira dos Andes, pode valer uma vaga na repescagem, local mais perto de uma Copa do Mundo desde 1994, ano da última participação dos andinos em Mundiais.

“A bola vai ter uma velocidade absurda”, projeta Fábio Mahseredjian, preparador físico do Santos, ex-Dupla Gre-Nal e duas Copas com a Seleção. Ele teve experiências em locais ‘mais baixos’ do que o mais alto já encarado até hoje pelo Brasil: La Paz, 3.650m e Ururu, 3.735m: “Se dormir, passa mal durante a noite. Vai ter ânsia de vômito e dificuldade para dormir. E é por isso que se vai apenas horas antes do jogo”.

Para o treinador do Brasil será algo perto do inédito. Como jogador, Ancelotti enfrentou a Bolívia na década de 1970 e por mais experiente que seja no futebol, o assunto para ele é novo. Por isso se cercou de informações da comissão técnica e outros depoimentos. Em relação ao time da partida contra o Chile serão oito trocas.

O treinador quer ver caras novas (para ele) em ação e assim somente Alisson, Wesley e Bruno Guimarães continuam. Os outros titulares serão, Fabrício Bruno, Alex e Caio Henrique na zaga; Andrey Santos e Lucas Paquetá no meio e Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison no ataque. Por mais simpático que venha sendo, o italiano não desperdiçou mais uma chance de dar recado para os atletas. Os de dentro e de fora da convocação.

“A chave do êxito é talento mais atitude. Talento com zero atitude não ganha. Zero talento com muita atitude, também não ganha”, disse na última coletiva. Do outro lado, altitude sim ganha. Depois de trocar La Paz por El Alto, a Bolívia fez cinco jogos e não perdeu nenhum. Empatou com Paraguai e Uruguai e bateu Venezuela, Colômbia e Chile na semana passada.

Fonte: CP