Servidores da Polícia Civil protestam por reposição salarial e melhores condições de trabalho no RS
Servidores da Polícia Civil estão mobilizados nesta terça-feira em um ato por reajuste salarial de 15,2%, concessão de promoções e melhorias nas estruturas de trabalho no Rio Grande do Sul. A categoria não classifica mais o protesto como “paralisação”, ao contrário do que havia sido anunciado anteriormente.
“Retiramos o título de ‘paralisação’ para não prejudicar a carreira dos colegas. Estamos em operação padrão, ou seja, não faremos trabalho além do necessário”, explicou Fábio Nunes Castro, vice-presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil (Ugeirm).
De acordo com Castro, a medida pretende chamar atenção do governo gaúcho para as pautas da categoria. “Nosso objetivo é chamar atenção da sociedade e das autoridades para a situação de extrema precariedade da Polícia Civil. Vivemos um arrocho salarial e, por isso, há um numero excessivo de exonerações. Além disso, a situação estrutural das unidades policiais. Ainda vamos cobrar as promoções na carreira”, disse.
A iniciativa também tem apoio da Associação dos Delegados de Polícia do RS (Asdep). O presidente da entidade, delegado Guilherme Wondracek, alega que a cúpula da instituição tentou vetar a participação dos manifestantes.
“Esse movimento foi feito para constranger, indiretamente, a classe policial. É uma medida antidemocrática que tenta colocar cabresto em um setor que há anos sofre com arrocho salarial, falta de estrutura e, mesmo assim, entrega um dos serviços mais efetivos do país”, afirmou o presidente da Asdep.
A reportagem contatou o chefe de Polícia, delegado Heraldo Guerreiro, que se manifestou em nota: “A Chefia da Polícia Civil respeita toda e qualquer manifestação das categorias e de seus sindicatos, realizada dentro da legalidade, sem prejuízo ao atendimento da população e serviços essenciais, compreendendo a importância da valorização das carreiras e do constante diálogo com as entidades representativas dos servidores”.
Fonte: CP