Suspeito de assalto no aeroporto de Caxias do Sul é baleado após confronto com PF em Gravataí
A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira a segunda fase da Operação Elísios, que mira suspeitos de envolvimento no assalto a um carro-forte no aeroporto de Caxias do Sul, em junho do ano passado. Um dos alvos entrou em confronto com os agentes e acabou sendo baleado em Gravataí, na Região Metropolitana.
O homem alvejado, de apelido “Gatão”, tem 40 anos. Ele teria iniciado uma troca de tiros, pouco antes das 7h, enquanto ocorriam diligências no bairro Morada do Vale III. O estado de saúde dele ainda é desconhecido.
O assalto no Aeroporto Hugo Cantergiani resultou na morte do 2º sargento da BM, Fabiano Oliveira, aos 47 anos. Na ocasião, os criminosos conseguiram levar quase a metade dos R$ 30 milhões de um banco que chegavam ao terminal e seriam transportados por um carro-forte.
Foram identificadas 19 pessoas que tiveram envolvimento no caso, sendo que 17 foram indiciadas e outras duas morreram em confronto com a polícia no Rio Grande do Sul e em São Paulo.
Ao longo do ano passado, a primeira fase da Operação Elísios registrou um total de 12 suspeitos presos preventivamente e um detido em prisão temporária. Outros investigados cumpriram medidas cautelares, como o comparecimento na delegacia e em juízo sempre que solicitado, vedação de modificar endereço residencial sem autorização e horário de recolhimento em casa.
Também ocorreu a execução de 12 mandados de busca e o sequestro de 26 veículos. Além disso, a PF ainda representou à Justiça Federal pelo sequestro de 19 contas bancárias e quatro imóveis.
A investigação aponta que faccionados de São Paulo chegaram ao Rio Grande do Sul dias antes do episódio e contaram com o apoio de criminosos gaúchos para a execução do assalto. O plano foi dividido em quatro etapas, sendo planejamento, execução, fuga e exfiltração, que é a transferência ilegal de valores.
O estratagema criminoso, ainda segundo a PF, também passou pelo custeio e transporte de armamento de guerra, como fuzis, pistolas, munições, explosivos, aparelhos telefônicos, chips, radiocomunicadores, roupa táticas, veículos, placas falsas, plotagem de carros, hospedagens e esconderijos.
Os investigados vão responder por latrocínio, falsificação de símbolo, explosão, falsificação de identidade, adulteração veicular, usurpação de função pública, posse de arma de uso restrito, lavagem de dinheiro, organização criminosa com arma de fogo e embaraço à investigação de organização criminosa. As penas máximas, se somadas, podem chegar a 97 anos de prisão. Quase todos os suspeitos já respondiam por crimes dessa natureza antes do assalto em Caxias do Sul.
Fonte: CP