fbpx
GeralPolícia

Suspeitos de abuso sexual e tortura contra crianças são alvo de operação em Canoas e Gravataí

Seis homens foram presos nesta quinta-feira em uma ação da Polícia Civil contra abusos sexuais e tortura de crianças na Região Metropolitana. Batizada de Operação Fim do Silêncio, a ofensiva ocorreu em Canoas e Gravataí.

As diligências somam 15 ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão.

O delegado Maurício Barison, à frente da operação, destacou que a ação busca desmantelar a principal defesa dos predadores: o silêncio das vítimas. Com investigações minuciosas, a DPCA vem desmantelando redes criminosas, pondo fim à sensação de impunidade.

Casos estarrecedores de abusos familiares e de pessoas próximas, como pais, avôs e instrutores, foram alvos da operação. As investigações abrangem episódios chocantes em lares e ambientes de confiança, revelando a face cruel de um problema que perpassa diferentes classes sociais e econômicas.

Ao abordar vítimas entre 4 e 14 anos, a operação evidencia o sofrimento profundo dessas crianças e adolescentes. As agressões não têm apenas impacto físico, mas também geram danos emocionais que se estendem ao longo da vida, manifestando-se em ansiedade, isolamento social e, em casos extremos, automutilação e ideação suicida.

A operação se estendeu por seis bairros de Canoas, incluindo Estância Velha e Guajuviras, reforçando que o combate à violência sexual é uma questão universal, independente do contexto socioeconômico.

O delegado regional Cristiano Reschke sublinhou a importância crucial deste esforço, especialmente durante o Maio Laranja, mês dedicado ao combate à violência sexual infantil, destacando que a responsabilidade social pela proteção às crianças e adolescentes é de todos e a Polícia Civil empregará toda a atenção disponível para a célere solução dos casos e efetiva responsabilização criminal dos agressores, abusadores e também daqueles que sabendo se omitem de alertar as autoridades competentes. “A sociedade precisa ver cada policial como um agente de proteção. Não podemos e não iremos permitir que nossas crianças e adolescentes vivam sob o medo. É dever de todos nós garantir um ambiente seguro e livre de violência”, finaliza Reschke.

Fonte: CP