Trump critica nações europeias e sugere tomada do Estreito de Ormuz
Horas depois de divulgar um vídeo com bombardeio de uma região militar do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi às redes sociais mais uma vez para criticar a falta de ação de nações europeias na guerra do Oriente Médio. Além disso, ele sugeriu a tomada do Estreito de Ormuz, segundo informações da rede de notícias norte-americana CNN.
“Todos aqueles países que não conseguem combustível para jatos por causa do Estreito do Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver no combate ao Irã, eu tenho uma sugestão para vocês: número 1, compre dos Estados Unidos, nós temos bastante e número 2, crie alguma coragem tardia, vá ao estreito e tome-o”, escreveu na Truth Social.
Trump foi um pouco mais longe e disse que as nações da Europa precisam a aprender a se defenderem sozinhas. “Os Estados Unidos não irão estar lá para ajudar mais, assim como vocês não estiveram pela gente. O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte mais difícil foi feita. Pegue o seu próprio petróleo”, acrescentou.
Além de mirar o Reino Unido, Trump também teceu críticas à França ao afirmar que o país tem sido “muito pouco útil” na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. “A França não autorizou que aviões com destino a Israel, carregados com suprimentos militares, sobrevoassem o território francês. A França tem sido muito pouco útil em relação ao ‘Açougueiro do Irã’, que foi eliminado com sucesso!”, publicou.
O Estreito
O Estreito de Ormuz, uma rota de navegação crucial por onde costumava passar um quinto dos hidrocarbonetos mundiais, encontra-se praticamente paralisado pela guerra no Oriente Médio.
O conflito estourou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel começaram a bombardear o Irã, que, em represália, ataca interesses americanos na região e restringe o acesso ao estreito.
O canal costuma registrar cerca de 120 travessias diárias, segundo o portal de inteligência da indústria naval Lloyd”s List.
Os analistas de commodities do banco JPMorgan afirmaram em um relatório que a maior parte do petróleo que passa pelo estreito se dirige à Ásia, principalmente à China.
Segundo os analistas do JPMorgan, 98% do tráfego de petróleo através do estreito é iraniano, com uma média de 1,3 milhão de barris diários “no início de março”.
Um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo passa pelo estreito em tempos normais.
Fonte: CP