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Verde e rosa ganham destaque entre as tendências de design para 2026

A combinação entre verde e rosa, tão presente na cultura visual brasileira, das escolas de samba a produções audiovisuais que marcaram gerações, volta ao centro das discussões estéticas e cromáticas na decoração.

Embora estejam em pontos opostos do círculo cromático, as duas cores se equilibram: o verde adiciona frescor e energia; o rosa traz emoção e delicadeza. Quando juntas, contam histórias onde o contraste vira harmonia.

Pensando em tendências para 2026, o estudo Co(r)existir, da Suvinil, reforça esse movimento ao apontar duas tonalidades que traduzem esse encontro: Tempestade, um rosa acinzentado associado à expressividade contemporânea, e Cipó da Amazônia, um verde amarelado que remete ao orgânico e à ideia de renovação. Para especialistas, a força dessa dupla está justamente na familiaridade com o imaginário brasileiro.

“Rosa e verde nos acompanham desde sempre nas telas, nos palcos, na memória afetiva brasileira. Quando essas cores aparecem nos interiores, elas falam sobre quem somos. O rosa acolhe e traz profundidade emocional; o verde renova e cria respiro. Cada um traduzindo um jeito de olhar para o presente, por isso essas tonalidades estão tão fortes agora: elas conversam com a casa e com a cultura ao mesmo tempo”, comenta Sylvia Gracia, gerente de Marketing, Cor e Conteúdo da Suvinil.

Para ilustrar como o verde e o rosa vêm sendo explorados na decoração, reunimos projetos que exploram diferentes intensidades das tonalidades. As propostas, que vão das composições mais delicadas às mais marcantes, ajudam a entender o potencial das cores sobre a leitura dos espaços. Confira:

💚 Verdes

A Cor Cipó da Amazônia quando aplicada em paredes e teto, cria uma atmosfera uniforme e acolhedora, daquelas que fazem a casa realmente parecer casa. O verde amarelado traz frescor e um ar de renovação, aproximando o interior da natureza que entra pela porta de vidro.

 O verde será um dos tons de destaque para o desgin de interiores em 2026 | Foto: André Klotz / Divulgação / CP

A cor ajuda a unificar o espaço de um jeito suave e deixa o mobiliário em madeira e fibras naturais ainda mais bonito, destacando aquilo que é simples e essencial no viver brasileiro. O resultado é um cômodo luminoso, vivo e cheio de personalidade, onde a cor guia o olhar e transforma a experiência.

 No quarto projetado por Duda Senna, a meia parede colorida cria base e proporção sem comprometer a luminosidade | Foto: Gisele Rampazzo / Divulgação / CP

“Cada nuance cumpre um papel diferente no espaço e isso explica por que o verde segue tão presente nas escolhas de quem quer transformar a casa com naturalidade e equilíbrio”, explica Bruna Galliano, diretora criativa e pesquisadora de tendências e cores.

💗 Rosas

No conjunto dos rosas, a cor aparece revestindo paredes e teto em um dos quartos, criando uma leitura contínua do espaço. O rosa acinzentado suaviza o pé-direito e reforça uma sensação de abrigo, deixando tudo mais integrado.

O resultado é um cômodo sereno, onde a cor atua como elemento estrutural e não apenas decorativo, mostrando como o rosa pode transformar de um jeito simples e eficiente.

Em outra opção de quarto, a opção Cor Meia-luz aparece em pontos estratégicos e cria uma moldura suave ao redor do espaço. O rosa, em uma tonalidade mais quente e delicada, ajuda a organizar visualmente as paredes e destaca elementos como o espelho, a cômoda e as obras que compõem a decoração.

 O rosa é uma das cores tendência no design de interiores para 2026 | Foto: André Klotz e Bruno Moitinho / Divulgação / CP

Por ser um tom intermediário, ele aproxima e aquece o ambiente sem diminuir a luminosidade, funcionando como uma transição natural entre o branco do teto e os tons neutros do mobiliário. A cor dá ritmo ao quarto e mostra como o rosa pode atuar de forma a definir zonas e trazendo unidade de maneira simples.

“Quando observamos as diferentes tonalidades de verde e rosa, percebemos como essas cores atravessam estilos e épocas sem perder força. Cada nuance encontra seu lugar, seja em ambientes mais marcados pela natureza, seja em espaços que exploram sensibilidade e expressão. Essa versatilidade faz com que o verde e o rosa permaneçam atemporais, sempre capazes de renovar a casa e dialogar com a forma como vivemos hoje”, finaliza Galliano.

Fonte: CP