Volume de chuva pode passar dos 100 mm em parte do RS neste fim de semana, alerta MetSul
A MetSul Meteorologia alerta que um episódio de chuva volumosa atingirá o Rio Grande do Sul neste fim de semana com instabilidade prevista ainda na segunda-feira, podendo trazer volumes próximos ou acima de 100 mm em alguns pontos.
A instabilidade será consequência da chegada de uma frente fria e da atuação de um centro de baixa pressão, devendo ser mais forte no domingo, dia que terá os mais altos acumulados de chuva em 24 horas.
Sábado
O sábado no Rio Grande do Sul será muitas nuvens com predomínio de céu nublado a encoberto. O sol aparece, sobretudo entre a Serra, a Grande Porto Alegre e o Litoral Norte, mas da tarde para a noite o tempo estará fechado e com céu encoberto na maior parte do território gaúcho.
Já pode chover no sábado de manhã em algumas áreas, como do Oeste para o Centro do estado, mas da tarde para a noite o tempo se instabiliza com chuva e garoa na maior parte do Rio Grande do Sul, apesar de não chover em todos os municípios gaúchos.
Domingo
Já o domingo será o dia de instabilidade mais forte e generalizada. O domingo no Rio Grande do Sul será de muitas nuvens com predomínio de céu encoberto sob influência de uma frente fria e um centro de baixa pressão atmosférica. Chove a qualquer hora do dia e em todas as regiões.
A chuva no domingo se intensifica e deve ser moderada e localmente forte em diversas regiões gaúchas. Vários municípios podem anotar apenas no domingo acumulados de 50 mm a 75 mm, não se descartando marcas isoladas superiores. Há chance de raios e trovoadas em alguns pontos. A segunda-feira terá ainda instabilidade.
O começo do dia tem possibilidade de garoa e chuva em diversos pontos do estado, mas no decorrer do dia a instabilidade cessa e o tempo apresenta melhoria em vários pontos. No Nordeste gaúcho, entre a Grande Porto Alegre, a Serra e o Litoral Norte, a chuva pode persistir ainda na segunda metade do dia. Este episódio de chuva mais expressiva marca uma ruptura no padrão atmosférico que vinha se observando há quase um mês.
Desde o episódio de chuva do fim de junho, que chegou a ter acumulados acima de 150 mm na Metade Norte gaúcha e provocou repique de cheias de rios, o Sul do Brasil tem enfrentado um período de precipitação abaixo a muito abaixo da média em uma época que costuma ser chuvosa.
Grande parte do Rio Grande do Sul está com chuva abaixo ou muito abaixo da média nestes 25 dias de julho até agora. Com a precipitação prevista para este fim de semana e a segunda-feira, haverá localidades que vão se aproximar da média mensal, mas vários pontos do estado ainda terminarão o mês com precipitação inferior à climatologia histórica de julho.
Como se observa nos mapas, a chuva não deverá ser volumosa em todas as cidades do Rio Grande do Sul, mas diversos pontos podem somar mais de 50 mm com acumulados pontuais perto e acima de 100 mm no período. A chuva deve afetar ainda Santa Catarina e o Paraná neste fim de semana e na segunda-feira com uma frente fria associada a um centro de baixa pressão se deslocando pelos dois estados entre a segunda metade do domingo e o começo da segunda.
Risco de temporais é baixo
A MetSul Meteorologia avalia que o risco de tempo severo é baixo neste episódio de instabilidade no Rio Grande do Sul. Embora não se afasta a ocorrência de temporal ou outro, qualquer ocorrência tende a ser muito localizada. A instabilidade, no geral, vai trazer apenas chuva.
Em Santa Catarina e no Paraná, no deslocamento da instabilidade associada ao centro de baixa pressão, não se afasta o risco de tempo severo, mas igual muito localizado.
Também não deve ser uma repetição do cenário observado em junho, quando vários rios saíram do leito e milhares de pessoas tiveram que deixar suas casas em várias regiões do estado.
Desta vez, os acumulados de chuva devem ser muito inferior e são precedidos por um mês de chuva escassa, ao contrário do junho chuvoso que se seguiu a um maio também chuvoso. Os níveis dos rios inevitavelmente subirão com a chuva, no entanto não a marcas que gerem grande preocupação.
Fonte: CP