Zinho ganha mais espaço no time do Grêmio
A vocação ofensiva do Renato Portaluppi treinador tem origem no ímpeto dos seus tempos de ponta-direita. Também por isso, ele sempre olhou com particularidade para o local “onde as coisas acontecem”, como costuma dizer. Enquanto se convencia de que não teria Michael, dado o alto investimento, o treinador percebeu ter por perto alguém que poderia ajudá-lo: Zinho, presente definitivamente no grupo principal do Grêmio. A partir da lesão de Ferreira, a entrada de Vina no time e a consequente mudança no esquema, ele torna-se a primeira alternativa para o modelo preterido durante o Gauchão. No clube, há expectativa que o jovem jogador siga o caminho de muitos que o antecederam desde 2016.
“O Roger foi fundamental nessa minha posição. Aprendi muita coisa com ele, principalmente em termos de posicionamento, e fechar espaços. Depois quando Renato chegou, eu já estava mais maduro em algumas coisas, mas aprendi muito com ele também”, relembra Pedro Rocha, herói da Copa do Brasil em 2016 e hoje defendendo o Fortaleza. Ele foi o primeiro a fazer sucesso na função.
Antes de chegar ao CT Luiz Carvalho, Zinho trilhou o caminho de outro CT, o Hélio Dourado, em Eldorado do Sul. Lá, nos times sub-17 e sub-20 passou pelas mãos do técnico Douglas Rodrigues. “Acho que ele fechou o ciclo dele na base. Agora com tempo de trabalho no profissional, do mesma forma que o Renato fez com o Everton e o Pepê, vai ser feito com ele”, observa.
O dinamismo do futebol exige sacrifícios de atacar e voltar para marcar. No entanto, para o mercado, é o que produzem na frente que os tornam artigo raro. “Perfis como esse de desequilíbrio e quebra de linha continuam sendo muito valorizados. O Vini Jr é o maior exemplo nesse sentido. Ter um jogador com essa característica é importante para mudar um jogo ou buscar um resultado. No mundo todo se busca esse tipo de jogador”, garante André Zanotta, diretor do Dallas FC e tricampeão da América pelo Grêmio como executivo de futebol.
Após o hexa, Renato deixou bem claro a necessidade de o clube se reforçar mais para buscar coisas mais importantes no ano. Zinho, por enquanto, só tem o perfil e está longe de ser a bola da vez para uma futura venda. Porém, vendas recentes de jogadores com essa característica fazem os dirigentes esfregar as mãos.
Fonte: CP