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Acordo EUA-Irã foi assinado eletronicamente, diz alto funcionário do governo norte-americano

presidente norte-americano, Donald Trump, seu vice, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negociador do Irã, assinaram eletronicamente um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, informou um alto funcionário do governo americano nesta segunda-feira, 15.

“O presidente queria assiná-lo pessoalmente porque ele queria mostrar sua dedicação para conduzir isto para uma resolução bem-sucedida”, disse por telefone a jornalistas o alto funcionário, falando sob a condição de anonimato.

No domingo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou que Estados Unidos e Irã haviam chegado a um “acordo de paz”, com a interrpção imediata das operações militares no Oriente Médio, inclusive no Líbano. De acordo com Shafiz, a assinatura ocorrerá em Genebra, em 19 de junho.

O acordo foi confirmado pelo governo dos Estados Unidos e também pela agência de notícias iraniana Mehr. No entanto, poucos detalhes sobre os termos doa acordo foram divulgados oficialmente.

Mais negociações em 60 dias

O acordo é um prelúdio de novas negociações para solucionar os principais pontos de atrito entre os dois países, como o programa nuclear iraniano ou as sanções internacionais contra o país. “As negociações começarão em um prazo de 60 dias com o objetivo de alcançar um acordo final”, afirmou o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi.

Outros temas que serão abordados nesta fase serão a “reconstrução e o desenvolvimento econômico” do Irã, assim como a implementação de um mecanismo para supervisionar os acordos alcançados, acrescentou. Araghchi garantiu na sexta-feira que a única maneira de administrar o urânio enriquecido em seu país “é diluí-lo dentro do Irã”.

Estreito de Ormuz

Um dos pontos mais complexos do acordo é a situação do Estreito de Ormuz. Ao anunciar o acordo, Trump comemorou nas redes sociais “a abertura livre de pedágio do Estreito de Ormuz”.

A versão divulgada pela imprensa iraniana é diferente. Segundo a agência Mehr, Teerã reabrirá a passagem estratégica para o comércio de combustíveis “no prazo de 30 dias, de acordo com os ajustes iranianos”.

Nesta segunda-feira, a agência de notícias Fars informou que, nas etapas finais da negociação, foi incluída uma cláusula que permitirá a Teerã impor o pagamento de “serviços marítimos” em Ormuz. “O uso do termo ‘serviços marítimos’ significa que os Estados Unidos aceitaram o pagamento de pedágios ao Irã”, explicou a agência, que citou uma fonte que acompanha as negociações de perto.

Mísseis iranianos e grupos armados

Não está claro se as negociações abordarão o programa de mísseis iraniano ou seu apoio a grupos armados na região, como o palestino Hamas ou o libanês Hezbollah, duas preocupações centrais de Israel. A agência Mehr afirmou que “o programa de mísseis do Irã e o apoio aos grupos da resistência foram definitivamente retirados da agenda”.

Fonte: CP