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Bolsonaro sobre revisão do marco temporal: “quase catastrófica”

No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento sobre a validade do marco temporal para demarcação de terras indígenas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a dizer que a revisão da tese pela Corte será um duro golpe no agronegócio.

“Será um duro golpe no nosso agronegócio, com repercussões internas quase catastróficas, mas também [repercussões] lá para fora”, disse o presidente ao discursar numa cerimônia sobre avanços do programa de habitação Casa Verde e Amarela, no Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo.

Bolsonaro ainda disse que o preço dos alimentos “no mundo” está em alta. Como consequência de uma eventual revisão do marco temporal, segundo ele, o valor “vai disparar e, mais do que isso, podemos ter no mundo desabastecido”.

O desabastecimento mencionado por Bolsonaro decorre de o Brasil ter sua segurança alimentar garantida, mas ser um país exportador de alimentos. “Hoje o Brasil tem a sua segurança alimentar, mas muitos países lá fora dependem do Brasil”, disse.

Antes de discursar, Bolsonaro sentou-se no palco ao lado do vice-presidente Hamilton Mourão, como tem sido habitual nos últimos eventos. No entanto, durante a cerimônia, trocou de assento para ficar ao lado do governador de Roraima, Antônio Denarium (PSL).

Ao discursar, Bolsonaro informou que Denarium decidiu reduzir o Imposto sobre o Comércio de Mercadorias e Serviços (ICMS) do gás de cozinha em Roraima, como forme de tentar conter o avanço do preço do item.

O ICMS é uma das principais fontes de receita dos estados e está no centro de disputas entre o presidente da República e a maior parte dos governadores do país. Publicamente, Bolsonaro costuma dar declarações em que cobra a redução do tributo para atenuar os efeitos do aumento de preços.

Fonte: Correio do Povo

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