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Bolsonaro terá que ler livro de autor de SC para sair mais rápido da prisão

Para a reduzir a pena de 27 anos e três meses de prisão, Jair Bolsonaro (PL) terá que ler o livro O Filho Eterno, do autor Cristóvão Tezza, nascido em Lages, na Serra de Santa Catarina. De acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, feita na última quinta-feira (15), para cada obra comprovadamente lida, a pena é reduzida em quatro dias.

Filho Eterno é um romance autobiográfico publicado em 2007 que narra a experiência de um pai ao descobrir que seu filho recém-nascido tem síndrome de Down. A obra acompanha o processo íntimo e doloroso de construção da paternidade. O livro recebeu diversos prêmios literários e é considerado um dos romances brasileiros mais importantes do século XXI.

Crsitóvão Tezza nasceu em 1952, em Lages, e se mudou para Curitiba, no Paraná, em 1954, cidade em que mora atualmente. Professor universitário, ele é autor de mais de 20 obras de ficção. Entre seus principais romances estão Trapo (1988), A suavidade do vento (1991), Juliano Pavollini (1992), Breve espaço entre cor e sombra (1988).

Decisão é válida para 11 livros por ano

A lista de livros, usados no abatimento parcial da pena, é elaborada pela Secretária de Justiça do Distrito Federal e homologada pela Justiça. O limite para cada custodiado é de 11 obras por ano, ou seja, no máximo, 44 dias de remição a cada ano.

Segundo o governo, são proibidos livros que promovam qualquer tipo de violência ou discriminação. Além da obra do escritor catarinense, a lista inclui obras como Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva, Democracia, de Philip Bunting, e a A revolução dos bichos, de George Orwell.

Fonte: NSC Total