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Brasil fecha primeira fase contra a Escócia tentando, além de vencer, convencer

O Brasil entra em campo nesta quarta-feira, a partir das 19h, para enfrentar a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, encerrando sua participação na fase de grupos da Copa do Mundo. A classificação para a próxima etapa do Mundial está muito bem encaminhada. O que ainda não está tão garantido é a liderança da chave e, principalmente, a confiança de que a Seleção pode brigar pelo título.

A missão brasileira vai além de simplesmente vencer. Terminar em primeiro lugar no Grupo C significa reduzir as chances de cruzar precocemente com potências como França e Espanha e ainda evitar um deslocamento imediato para o México na próxima fase. Em outras palavras, a seleção tenta impedir que o caminho até a taça fique mais complicado antes mesmo de o mata-mata começar.

Com quatro pontos somados, a equipe comandada por Carlo Ancelotti divide as atenções entre o próprio compromisso e o duelo entre Marrocos e Haiti, disputado simultaneamente. Os marroquinos aparecem logo atrás na classificação e ainda alimentam esperanças de terminar na ponta. Como o Haiti já está eliminado e não pontuou no torneio, a seleção africana chega à rodada final com boas perspectivas de melhorar seus números.

Por isso, além de fazer a sua parte, o Brasil precisará ficar atento à calculadora. Dependendo do saldo construído diante dos escoceses, poderá ser necessário torcer para que Marrocos não transforme seu compromisso em uma goleada.

Se os números são relativamente positivos, o desempenho segue gerando questionamentos. A estreia trouxe um empate decepcionante contra Marrocos por 1 a 1, enquanto a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti serviu mais para cumprir obrigação do que para empolgar. Até aqui, a seleção conquistou resultados suficientes para avançar, mas ainda não produziu atuações capazes de assustar os principais concorrentes.

Ancelotti também precisará reorganizar o ataque. Raphinha sofreu uma lesão muscular diante dos haitianos e desfalcará a equipe, no mínimo, nesta partida e na próxima. A recuperação evolui bem, mas o retorno deve ocorrer apenas na sequência da competição. A tendência é que a vaga fique entre Rayan e Luiz Henrique. O jovem atacante foi o escolhido para substituir Raphinha durante a última rodada, mas a experiência de Luiz Henrique pode pesar na decisão final do treinador italiano.

“Precisamos marcar mais gols e isso de fato é importante, mas fizemos um bom primeiro tempo com o Haiti e acredito que podemos melhorar mais ainda”, destacou Ancelotti.

Se a ausência de Raphinha representa um problema, a presença de Neymar no banco pode ser vista como uma boa notícia. O camisa 10 está praticamente recuperado de uma lesão muscular e deve aparecer entre os relacionados pela primeira vez na competição. Sua utilização, porém, dependerá do andamento do confronto.

A Escócia, por sua vez, promete dificultar a vida brasileira à sua maneira. A equipe dirigida por Steve Clarke costuma atuar com linhas compactas, pouca exposição e muita disciplina tática. Não seria surpresa se os escoceses passassem boa parte da noite observando o Brasil trocar passes e aguardando uma oportunidade para contra-atacar.

“Creio que os jogadores estão extremamente ansiosos para esse jogo porque sabemos quão grande esse espetáculo é. Especialmente em Miami. Espero que seja uma noite especial para a nação”, afirmou o defensor Jack Hendry.

Para o Brasil, uma noite especial significaria algo relativamente simples: vencer, confirmar a liderança e convencer. Até agora, conseguiu apenas as duas primeiras partes da equação em momentos diferentes. Resta descobrir se conseguirá juntar tudo no mesmo jogo.

COPA DO MUNDO – 3ª RODADA

Brasil: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan (Luiz Henrique ou Endrick), Matheus Cunha e Vinícius Júnior. Técnico: Carlo Ancelotti.

Escócia: Angus Gunn, Aaron Hickey, Grant Hanley, Jack Hendry e Andy Robertson; Ben Gannon-Doak, Scott McTominay, Lewis Fergunson e John McGinn; Che Adams e Lawrence Shankland. Técnico: Steve Clarke.

Arbitragem: Cesar Ramos (MEX), auxiliado por Alberto Morin e Marco Bisguerra (MEX). Local: Estádio Hard Rock, em Miami, nos Estados Unidos. Início: 19h.

Fonte: CP