Com quase todos os acessos bloqueados, Candelária pede ao Estado doações por via aérea
O município de Candelária, na região central do Estado, foi fortemente atingido pelas enchentes causadas pelo excesso de chuvas no Rio Grande do Sul, tendo sido afetado também pela cheia do Rio Pardo. Até o momento, 800 famílias ainda estão em regiões alagadas e cerca de 163 pessoas já foram resgatadas após ficarem ilhas em locais de risco. Segundo a defesa civil, aproximadamente 120 pessoas estão em abrigo provisório neste momento.
Uma senhora de 95 anos faleceu na quarta-feira em decorrência da enchente na zona rural de Rebentona. Segundo a Defesa Civil, o socorro não conseguiu chegar a tempo e a idosa teria falecido por hipotermia ou afogamento. A causa da morte não pôde ser confirmada.
Três pontos da zona rural seguem preocupando autoridades do município por conta da dificuldade de acesso, são eles: Linha do Rio, Quilombo e Costa do Rio. A ajuda do presidente e dos militares da Força Aérea Brasileira, que estão operando na região, é de extrema importância nos salvamentos, mas até o momento ainda faltam cerca de 100 pessoas para serem resgatadas.
O helicóptero da FAB esteve duas vezes em Candelária na manhã desta sexta-feira e voltou a Santa Maria para abastecimento. Segundo o coordenador da Defesa Civil da Candelária, João Carrão, a tripulação deve voltar ao município, mas não é certo que o piloto tenha um seguro local para pousar.
Pelo menos 100 pessoas, dentre militares e voluntários, ajudaram nos salvamentos na Candelária. Segundo a Defesa Civil, há uma grande força-tarefa no município e os bombeiros estão fazendo toda a diferença. A prioridade de hoje para as autoridades é terminar os resgates pendentes, com o benefício da trégua na chuva.
Ao Correio do Povo, a Defesa Civil do município manifestou preocupação com a chegada de ações e solicitou ao Governo do Estado que dê atenção à localidade, especialmente no envio de alimentos e material de higiene. O acesso, porém, precisa ser preferencialmente por via aérea, já que as principais rodovias estão bloqueadas, sendo o único acesso via Cruz Alta, pela BR 481, trajeto que leva 2h30 entre as duas cidades.
Fonte: CP