Copa do Mundo: saiba como chegam os Estados Unidos, principais anfitriões do torneio
O futebol está longe de ser o esporte favorito dos Estados Unidos. Porém, em sua segunda vez sediando o Mundial, o país espera mostrar que também pode ser uma potência respeitável do soccer. Em 1994, na primeira vez como anfitriões, os EUA chegaram às oitavas de final.
Os EUA já participaram de 12 Mundiais, obtendo seu melhor resultado em 1930, quando terminaram na terceira colocação. Desde 2010, porém, a equipe tem terminado consistentemente nas oitavas, com exceção da Copa da Rússia, em 2018, quando não se classificou para o torneio.
Apesar de ser a melhor colocada do Grupo D, a seleção dos Estados Unidos, 16ª do mundo, não está muito distante de suas adversárias no ranking da FIFA. A oponente mais perigosa para as ambições norte-americanas é a Turquia. Atual 22ª colocada, a seleção venceu os EUA por 2 a 1 em seu último confronto, em junho de 2025. Austrália (27ª) e Paraguai (40º) completam o grupo.
O otimismo de Mauricio Pochettino

Pochettino almeja levar a seleção americana às semifinais | Foto: Divulgação USMNT / CP
No comando da seleção dos EUA desde setembro de 2024, o argentino Mauricio Pochettino tem grandes ambições para esta Copa do Mundo. Inspirado pelos desempenhos surpreendentes da Coreia do Sul em 2002 e do Marrocos em 2022, o técnico almeja levar seu time até as semifinais do Mundial.
Antes de assumir a seleção estadunidense, o treinador fez seu nome no futebol europeu. Pochettino passou pelo Espanyol, Chelsea, Paris Saint-Germain e Tottenham, chegando com este último à final da Champions League na temporada 2018/19.
Apesar do currículo, com pouco mais de um mês para a Copa do Mundo, o time dos Estados Unidos ainda apresenta carências significativas, como evidenciado pelas derrotas para Portugal e Bélgica na última Data Fifa. Pochettino dispõe de um elenco talentoso, mas a equipe precisa melhorar defensivamente e encontrar um estilo de jogo que consiga reproduzir com consistência.
Quem precisa aparecer
Dois jogadores precisam entregar seu melhor desempenho para que os Estados Unidos consigam chegar longe na competição: o meio-campista Tyler Adams e o atacante Christian Pulisic. No entanto, ambos chegam ao torneio com questões a responder.

Pulisic não marca pela seleção dos EUA há um ano e meio | Foto: Divulgação USMNT/ CP
Adams, que foi capitão da seleção norte-americana no Mundial de 2022, tem lidado com uma série de lesões nos últimos anos. Ele ficou de fora da Data Fifa de março, mas já fez seu retorno ao Bournemouth depois de romper o ligamento colateral medial do joelho esquerdo em dezembro do ano passado. É fundamental que o jogador consiga recuperar o auge da forma física até o torneio.
Já Pulisic busca encerrar uma seca de um ano e meio com a camisa da seleção. O jogador marcou seu último gol pelos Estados Unidos contra a Jamaica, em novembro de 2024, nas quartas de final da Liga das Nações da CONCACAF. Pelo Milan, o atacante também tem tido dificuldades: ele está desde o dia 28 de dezembro sem marcar.
Com a defesa já fragilizada, tendo em Chris Richards uma de suas poucas peças confiáveis no setor, os Estados Unidos precisam poder confiar em seus líderes.
Fonte: CP