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CTG no Sul de SC era usado como abatedouro clandestino de cavalo, gado e mula

Uma área montada para sacrificar os animais ilegalmente também foi encontrado no mesmo endereço.

Segundo o delegado Ulisses Gabriel, os suspeitos compravam desde animais furtados por ladrões, para abater, a gados, cavalos e mulas machucados, velhos ou acidentados.

Depois de matar, nos fundos do CTG, eles tiravam a carne, moíam e vendiam como própria para consumo. De acordo com o delegado do caso, essas práticas criminosas são comuns na cidade.

O objetivo da investigação, agora, é encontrar o destino das mercadorias. Além dos funcionários do local, como o açougueiro, uma família inteira estava envolvida no esquema. O pai, dono do CTG, e os dois filhos, faziam parte do esquema de venda ilegal.

O local já foi utilizado para fazer “fritões de carro” (uma espécie de competição em que se acelera o veículo, fazendo sair fumaça dos pneus), mas ficou parado durante a pandemia.

Investigações

A investigação começou devido ao aumento de furtos de gado na região. Segundo o delegado Ulisses Gabriel, esse tipo de crime – o furto de animais – é difícil de apurar e de solucionar, o levou a polícia a buscar outra estratégia.

A forma encontrada para localizar os criminosos, então, foi começar a procurar pelos receptores, como os envolvidos no abate no CTG do Bairro Frasson, no Morro da Fumaça, que começou ser investigada desde maio de 2021.

O que diz a lei

Vender esse tipo de carne não é ilegal. Para abater animais e trabalhar com esse tipo de atividade, porém, é preciso ter uma série de autorizações, como a da Cidasc, por exemplo. Assim, os suspeitos serão enquadrados em crimes contra as relações de consumo.

Segundo a Lei 8137/90, é crime ” vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo”. A pena varia entre 2 e 5 anos. Os suspeitos também serão investigados por associação criminosa.

O que diz a defesa do CTG?

A defesa dos envolvidos disse, por meio de nota, que considera prematuro fazer qualquer juízo quanto às acusações, “principalmente porque não há laudos definitivos que atestem com certeza que carne equina fora apreendida no local”. Também salientou que é “imprescindível que se aguarde a conclusão das investigações e, sobretudo, o julgamento definitivo pela justiça”.

Os advogados Jefferson Monteiro e Aline Rech Becker, ainda afirmaram que “farta documentação será apresentada ao Poder Judiciário para comprovar a origem e legalidade da carne bovina apreendida”.

Fonte: NSC/DC

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