A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, uma operação para desarticular um esquema de venda de diplomas falsos e falsificação de documentos usados para ingresso em faculdades de Medicina e obtenção de registro profissional. A investigação começou em 2023, após a apresentação ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) de um diploma falso que teria sido fornecido por um dos investigados.
A apuração apontou indícios de que o esquema tinha ramificações em outros estados. Nesta quarta-feira, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária, nas cidades mineiras de Montes Claros e Bocaiuva e nas cidades baianas de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.
As investigações identificaram movimentações financeiras entre os investigados e pessoas que teriam adquirido documentos falsificados. Segundo a PF, pelo menos 45 pessoas já registradas em Conselhos Regionais de Medicina teriam pago ao grupo para obter documentos falsos usados na obtenção ou regularização do registro profissional.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo falsificava diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos para viabilizar o ingresso ou a transferência de estudantes para cursos de Medicina. Os documentos também seriam utilizados posteriormente para a obtenção de registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina.
O principal investigado já havia sido alvo de outra investigação da Polícia Federal, em 2016. Na ocasião, foi identificado um esquema de fraude documental atribuído a uma organização criminosa.
Fonte: CP

