Eduardo Leite reúne dirigentes de partidos aliados em busca de unidade para 2026
Eduardo Leite (PSD) se reunirá no início da noite desta quarta-feira com dirigentes de partidos aliados que integram o governo. Na pauta, as eleições 2026. Com uma série de indefinições a menos de um ano do pleito, o governador do Rio Grande do Sul busca construir unidade de sua base para garantir a continuidade de uma gestão que conquistou a reeleição inédita em 2022 e há sete anos governa o Estado. Onze anos, considerando-se o governo José Ivo Sartori (MDB).
Até o momento, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) tem a preferência de Leite para sua sucessão. No último pleito, Gabriel articulou apoio ao então tucano com sua candidatura a vice e pela primeira vez o MDB não disputou o Palácio Piratini como cabeça de chapa na Nova República, desde a redemocratização.
Ocorre que os principais partidos que integram o Executivo têm seus próprios pré-candidatos. O PP, maior partido da base na Assembleia Legislativa e que teve a liderança do governo sempre que Leite foi governador, tem dois: o presidente estadual do partido, deputado federal Covatti Filho, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo. O PDT tem Juliana Brizola com ótimo desempenho nas pesquisas de intenção de voto. O PSDB tem a presidente estadual Paula Mascarenhas e o recém-chegado Marcelo Maranata, prefeito de Guaíba, dispostos a concorrer.
Neste cenário, Leite pode dar um passo atrás e tentar reorganizar as peças deste complicado tabuleiro. São quatro vagas (governador, vice e duas do Senado) que poderiam acomodar quatro partidos: PSD, MDB, PP e PDT.
Gabriel é ainda sua preferência, mas o vice precisa se viabilizar como candidato possível. Até o momento, não despontou nas pesquisas – embora não seja de se menosprezar o histórico emedebista de arrancar pontuando pouco em pesquisas diretamente para a cadeira mais alta do Piratini.
A questão é que colocar Gabriel como seu candidato afastou as demais legendas. O PP, por exemplo, passou a negociar com o PL, que, apesar de ter o deputado Luciano Zucco como pré-candidato, tem nas eleições do Senado Federal a prioridade do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda há rivalidade histórica entre PP e MDB no Interior que torna difícil uma composição entre as duas siglas.
O PDT dificilmente recuará de ter Juliana no páreo. Seu grupo ainda negocia com partidos à esquerda de Leite e Gabriel, como o PSB e o PT.
O encontro desta noite, mantido em sigilo até mesmo de alguns deputados aliados, deverá ser essencial para definir o futuro do grupo político que governa o Rio Grande do Sul por sucessivas gestões.
Fonte: CP