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Eleições no Chile: Gabriel Boric, da esquerda, é eleito presidente

Os primeiros dados divulgados pelo Serviço Eleitoral do Chile (Servel) mostraram que Gabriel Boric, da coalizão esquerdista Aprovo Dignidade (integrado pela Frente Ampla e outros como o Partido Comunista), saiu na frente na apuração de votos na disputa pela Presidência do país, com 54,72%, contra 45,28% de José Antonio Kast, da aliança de extrema-direita Frente Social Cristã, com 50,01% das mesas de votação apuradas.

O deputado Gonzalo de la Carrera, do Partido Republicano, fundado e liderado por Kast, reconheceu publicamente a derrota em declarações a meios de comunicação locais. Canais de TV chilenos já falam em Boric como próximo presidente do Chile.

A primeira projeção do resultado final divulgado pela rádio Bio Bio, uma das mais importantes do Chile, deram uma ampla vantagem para Boric: 55,7% dos votos, contra 44,3% de Kast. O candidato de esquerda foi o candidato mais votados no exterior, vencendo em países como China e Austrália. Já Kast ficou em primeiro lugar em outros, entre eles no Japão. Na capital do país, Boric venceu em amplos setores da cidade, sendo derrotado por Kast apenas em bairros de classe média alta e alta, como Las Condes.

No primeiro turno, Kast, de 55 anos, ficou em primeiro lugar, com 27,9% dos votos, contra 25,8% de Boric, de apenas 35 (limite mínimo de idade para concorrer à Presidência no país). A participação foi uma das mais baixas das últimas eleições, ficando em apenas 47%.

“Somos novas gerações que entram na política com as mãos limpas, o coração quente, mas com a cabeça fria”, declarou Boric, após votar na região de Punta Arenas, no Sul do Chile.

Kast, que emitiu seu voto na região rural de Paine, onde mora, nos subúrbios da capital, antecipou uma eleição “estreita” – mencionou uma diferença de apenas 50 mil votos – e voltou a dizer que o resultado poderia ser definido pelos Conselhos Eleitorais, encarregados de analisar os votos após a apuração feita pelo Servel, caso algum dos candidatos peça uma revisão.

Não foi a primeira vez que o candidato de extrema-direita cogitou pedir uma auditoria de votos, caso o resultado lhe seja adverso e mostre uma diferença apertada com Boric. Já o candidato esquerdista assegurou que a acataria o resultado “seja ele qual for”. Várias pesquisas divulgadas quinze dias antes da eleição (data limite imposta por lei para publicar projeções) mostraram um empate técnico entre ambos candidatos.

O presidente Sebastián Piñera, por sua vez, pediu a participação dos cerca de 15 milhões de eleitores chilenos, porque “hoje se apaga a voz dos candidatos e se ouve a voz das pessoas”.

Fonte: O Sul


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