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Eleições no Grêmio: o que pensa cada pré-candidato à presidência sobre a questão Arena

À medida em que o cenário eleitoral do Grêmio esquenta, diversos assuntos entram no radar não somente do sócio votante do pleito em novembro, mas do torcedor em geral. Os pré-candidatos, que antes devem passar pela eleição no Conselho Deliberativo, em setembro, colocam luz no pontos mais relevantes.

Entre eles está a relação histórica do clube com a gestora do estádio. O tema foi tratado em uma série de entrevistas do Correio do Povo com quatro dos cinco nomes almejantes da cadeira presidencial. Confira abaixo o que pensa cada um deles a respeita do assunto, à exceção de Marcelo Marques, que declinou do convite para ser entrevistado.

Dênis Abrahão
‘Não vou fazer promessas de que o Grêmio vai comprar a Arena na minha gestão, mas vamos aproximar e buscar alternativas. Temos uma equipe trabalhando neste assunto, que é prioritário, assim como a base, o futebol e o marketing. São as áreas fundamentais que terão um carinho muito grande. Sobre a Arena, é difícil a compra. O problema não é dinheiro, mas sim o número de proprietários.’

Gladimir Chiele
‘Precisamos trabalhar a Arena para o seu torcedor. Tratar o sócio, principalmente o do Interior, muito melhor do que hoje. Ele precisa ter tranquilidade na compra do ingresso, saber que pode sentar junto no estádio, comprar ingresso de forma mais simples, hoje é um parto. É preciso chegar 4 ou 5 horas antes a Porto Alegre e ficar passando tempo, procurando um lugar para estacionar.’

Paulo Caleffi
‘A questão Arena é um negócio que, para todas as partes, chegou ao stress máximo, aquilo que no futebol chamamos de fadiga dos metais. O que pensamos é criar um novo caminho para todas as partes envolvidas no negócio que possibilite que a gestão do estádio venha para o domínio do Grêmio. Porque não é simplesmente comprar. (…)Se a gestão do estádio fosse exclusiva do clube, o Grêmio tinha quebrado na pandemia ou na enchente.’

Sérgio Canozzi

‘Sou uma viúva do Olímpico. Não vou entrar em detalhes, mas vou dizer o seguinte: a OAS é uma empresa falida que descumpriu o contrato com o Grêmio. Basta eu fazer uma notificação a eles na justiça e eles que cuidem da vida. E ainda assim o Grêmio tem o direito de usar o estádio por oito anos. O que fazer a partir daí? Não sei. (..) Tenho um desapreço total pela Arena.’

Fonte: CP