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Entidades de caminhoneiros autônomos descartam apoio a atos no 7 de Setembro

As mobilizações programadas para 7 de setembro a favor do governo federal, em algumas cidades do país, não vão contar com o apoio de entidades que representam os caminhoneiros autônomos. No Rio Grande do Sul, a Federação dos Caminhoneiros Autônomos (Fecam-RS) garante que os atos previstos para o feriado têm “viés cívico e político” e não apresentam qualquer reivindicação em defesa da categoria. O Ministério da Infraestrutura também descartou que haja algum tipo de paralisação dos transportadores

Em reunião realizada pela Confederação Nacional dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas (Conftac) – que reúne 34 sindicatos em todo país -, os participantes decidiram que nenhuma entidade representativa da categoria vai apoiar qualquer manifestação. Conforme André Luís Costa, que preside a Fecam-RS e Conftac, a pauta das manifestações já mudou “de configuração” várias vezes.

Na avaliação de Costa, o caminhoneiro já está cansado de “virar barricada de trincheira”‘ ou “soldado que vai pra guerra sem munição”. O dirigente explica que as manifestações não têm nenhum correlação direta às pautas dos caminhoneiros. “Essa movimentação está dando o ar de ser mais cívica e política do que propriamente a defesa de algum interesse mais específico. Portanto, oficialmente, as entidades não participam, não apoiam e nem desapoiam”, afirma.

Entre os problemas enfrentados pela categoria, que estão de fora da pauta dos atos, estão a elevação dos preços dos combustíveis e o valor do frete, entre outros. “Tem uma série de fatores que envolvem diretamente a nossa categoria e nenhum desses fatores fazem parte direta dessa movimentação”, observa.

Sobre as manifestações previstas para o dia 7 de setembro, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) informa, em nota, que as mobilizações “não carregam em seu escopo nenhuma reivindicação específica relacionada à atividade profissional do caminhoneiro autônomo”. A entidade reforça que os atos organizados pela população foram convocados e divulgados nas redes sociais e em grupos de aplicativos de mensagens, sem qualquer vínculo com a CNTA.

Conforme a CNTA, eventual participação de um caminhoneiro na manifestação programada para 7 de setembro “representará a vontade individual desse cidadão brasileiro”, que decide por si próprio exercer seu direito de livre manifestação e liberdade de expressão. “A CNTA e todas as entidades coligadas, federações, sindicatos, associações e cooperativas representantes da categoria dos caminhoneiros autônomos sempre estabelecerão como premissas o diálogo, o respeito às leis, a ordem e o esforço conjunto, visando o desenvolvimento e o crescimento do país”, finaliza a nota.

Fonte: CP

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