Eventos climáticos de 2024 geraram grandes perdas de vegetação nativa no RS, indica MapBiomas
O relatório mais recente da rede de monitoramento MapBiomas, divulgado nesta quinta-feira, mostra que entre abril e maio de 2024 os eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul resultaram em grandes perdas de vegetação nativa no Estado. Foram registrados 627 alertas que totalizaram 2.805,8 ha de áreas naturais perdidas.
Integrante da equipe Mata Atlântica do Mapbiomas, Natália Crusco explicou qual região do RS perdeu mais com desmatamento. “No Rio Grande do Sul, todos os desmatamentos que estavam associados a eventos extremos aconteceram na Mata Atlântica e não nos Pampas”, disse.
Cinco dos seis biomas brasileiros tiveram redução no desmatamento em 2024, segundo o Mapbiomas. A exceção foi a Mata Atlântica, que se manteve praticamente estável em relação a 2023.
Na comparação entre os dois anos, o Pantanal e o Pampa foram os biomas que apresentaram a maior redução das áreas desmatadas. O Cerrado aparece em terceiro lugar, seguido da Amazônia e da Caatinga. A Mata Atlântica teve um crescimento de 2%.
Desmatamento registrado em 2024, na comparação com 2023:
Pantanal – redução de 58,6%
Pampa – redução de 42,1%
Cerrado – redução de 41,2%
Amazônia – redução de 16,8%
Caatinga – redução de 13,4%
Mata Atlântica – crescimento de 2%
Em 2024, mais de 89% da área desmatada no país integram a Amazônia ou o Cerrado. As formações savânicas foram as áreas mais desmatadas e responderam por 52,4% de todo o desmatamento no país. As formações florestais representaram outros 43,7%.
Segundo Tasso Azevedo, coordenador geral do Mapbiomas, um dos dados monitorados pela instituição é a perda de vegetação nativa por causa de eventos extremos climáticos, e esse foi o motivo de a Mata Atlântica não ter acompanhado a diminuição do desmatamento observada nos demais biomas.
Fonte: CP