Ex-centroavantes de Grêmio e Juventude projetam confronto direto na quarta-feira na Arena
Na próxima quarta-feira na Arena, Grêmio e Juventude se enfrentam pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Pela situação de ambos na tabela, trata-se de um confronto direto. O time da capital é o atual 12ª colocado com 39 pontos apenas dois a mais do que o do interior, o primeiro time fora da zona do rebaixamento.
Duas décadas atrás, dois jogadores do Grêmio viveram um momento parecido com esse, o de preocupação na reta final do Brasileirão. Por duas vezes, tanto em 2003 quanto em 2004. E em ambos, dois atacantes faziam parte do grupo tricolor. E anos mais tarde eles também sairiam do Olímpico, rodariam o Brasil e o mundo, parando também em Caxias do Sul para vestir as cores do Ju: Christian e Cláudio Pitbull.
Com experiência de sobra no futebol, a dupla foi convidada para comentar a situação de Grêmio e Ju, e aproveitou para tocar em outros assuntos como a posição de centroavante no time de Renato e a fase de Roger Machado, ex-companheiros deles no Tricolor.

Christian jogou no Grêmio em 2003 e 2004 | Foto: PAULO NUNES / CP Memória
CHRISTIAN
Em 2003 o Grêmio viveu situação semelhante a de agora, correto? Que tu pode dizer pra quem tá lá com a responsabilidade de vencer na quarta-feira?
Sim, em 2003 o Grêmio enfrentou uma situação semelhante. É compreensível que ninguém queira passar por isso, especialmente em um clube de grande tradição. Isso reflete que a temporada não foi boa e que o planejamento não se concretizou como esperado. Para quem está lá e tem a responsabilidade de vencer na quarta-feira, é fundamental lembrar que será um jogo muito tenso. O emocional dos atletas será testado, e a estratégia nas decisões em campo será crucial. A pressão será intensa, e é importante que cada jogador mostre disposição nas disputas desde o primeiro minuto, demonstrando aos torcedores que estão comprometidos. Transformar essa pressão em apoio é essencial para o sucesso da equipe durante a partida.
O Adilson Batista em 2003 teve uma hora durante o campeonato em que tirou Tinga e Gilberto do time pra que eles se condicionassem melhor na reta final. O Renato agora sinaliza com mudanças pra deixar o time mais ofensivo. Tu achas que esse é o caminho pro jogo da Arena?
Acho que, neste momento, o treinador deve buscar as melhores soluções dentro do grupo. Ele tem a responsabilidade de conhecer as dinâmicas e necessidades da equipe para tomar as decisões mais acertadas. Em 2003, Adilson foi fundamental nesse processo difícil. Para o próximo jogo, especialmente contra um adversário que está na linha do rebaixamento e precisa do resultado, é crucial entrar com força máxima. Essa abordagem pode ser vital para garantir os três pontos e trazer um pouco de tranquilidade para o grupo. A ofensividade pode ser uma boa estratégia, mas é importante também ter equilíbrio e solidez defensiva. A combinação desses fatores pode fazer a diferença na Arena.
Sobre Brasileirão e Libertadores. Botafogo, onde também jogaste, abocanha os dois ou Palmeiras e Atlético Mineiro vão dar outra volta olímpica?
Sobre o Brasileirão, ainda tenho algumas dúvidas em relação ao Botafogo, apesar de acreditar que estão jogando o melhor futebol do Brasil neste ano. A tabela deles inclui confrontos diretos com o Palmeiras e outros grandes que também buscam se recuperar. Portanto, não dá para descartar o Palmeiras, que ainda está vivo na competição. Na Libertadores, vejo o Botafogo com um time mais equilibrado, o que pode ser decisivo em uma final de jogo único. Se conseguirem manter a consistência, têm boas chances de levantar o troféu. Será interessante ver como tudo se desenrola.

Pitbull começou a carreira no Grêmio | Foto: CRISTIANO SANT ANNA / CP Memória
CLÁUDIO PITBULL
Qual o papel do dirigente do futebol no vestiário agora? O que de fato o jogador leva em consideração nesse momento?
Tem diretores que ajudam e tem outros que atrapalham um pouco, acabam conbfunidno um pouco. Quem tem que fazer o papel é o jogadores dentro de campo. O Renato vai procurar escalar o melhor time, mas quem vai reverter a situação são os jogadores. E se o torcedor apoiar, vai fazer a diferença. A gente sentia isso quando jogava no Olímpico.
Tu conhecias o Braitwait? E o que está achando dele no Grêmio, surpreende uma vez que não enfrentou dificuldades em adaptação?
Vi alguns jogos dele lá fora. Tem muita qualidade e no Brasil o nível tá abaixo um pouco então quando aparece alguém acima, ainda mais que se adaptou, se destaca. Ele vai ajudar, mesmo com o time em um mal momento. A bola está chegando pouco. Se tivesse em um grande momento, ele teria muito mais gols. Com um time mais acertado ele tem tudo para ser um grande goleador no Grêmio.
Tenho que te perguntar do Roger porque além de ex-companheiros, vocês são amigos. O que tens achado do trabalho dele no Inter?
O Roger é um cara que eu tenho um carinho especial. Foi um dos caras que mais me ajudou quando eu comecei, ele e o Danrlei. Tivemos o prazer de trabalhar um tempão no Grêmio e depois no Fluminense. É um cara que eu frequento a casa, me ajudou muito como profissional e como ser humano também. Não me espanta o trabalho dele. Conseguiu colocar o Inter na briga da Libertadores. A gente torce para os amigos mesmo estando no rival. Mu carinho pelo Grêmio é eterno, mas eu desejo sorte a ele. Mas eu quero deixar o parabéns ao torcedor do Grêmio pelo que fez nesse ano atípico. Lotou os estádios por onde passou longe de Porto Alegre como em Curitiba e Chapecó. Mostrou que cada vez esse torcedor faz toda a diferença.
Fonte: CP