Infantino diz estar “tranquilo” com México como sede da Copa após onda de violência
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou estar “muito tranquilo” com a realização da Copa do Mundo de 2026 no México, apesar da recente escalada de violência no país. Em declarações à AFP nesta terça-feira (24), em Barranquilla, o dirigente garantiu que o evento será “espetacular”, minimizando os riscos após a morte do narcotraficante Nemesio ‘El Mencho’ Oseguera.
A operação militar que abateu o líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) no último domingo desencadeou uma onda de ataques e bloqueios em 20 dos 32 estados mexicanos, gerando preocupação internacional a menos de quatro meses do torneio.
A cidade de Guadalajara, um dos principais focos dos confrontos e capital do estado de Jalisco, é uma das sedes estratégicas do Mundial, previsto para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho. O município receberá quatro partidas da fase de grupos, incluindo o clássico entre Uruguai e Espanha, além do torneio de repescagem em março, que definirá os últimos classificados.
Segundo dados oficiais, os confrontos recentes deixaram 74 mortos, entre agentes de segurança, criminosos e civis, além de imagens de veículos e lojas incendiadas que repercutiram globalmente.
A posição de Infantino alinha-se ao discurso da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, que descartou riscos para os torcedores e reforçou a segurança nas cidades-sede. O México divide a organização do evento com Estados Unidos e Canadá, e Guadalajara divide com Monterrey a responsabilidade pelas partidas decisivas da repescagem.
Mesmo com o cenário de instabilidade provocado pela reação do cartel, a Fifa mantém o cronograma original, confiando na estrutura de segurança montada pelo governo mexicano para garantir a integridade de atletas e visitantes durante a maior competição de futebol do planeta.
Fonte: CP