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Inter confirma déficit em 2024, mas promete recuperação já no próximo ano

O Inter fechará 2024 com as contas no vermelho e um déficit de mais de R$ 40 milhões, mas projeta uma recuperação já no próximo ano. De acordo com a proposta de orçamento para 2025, encaminhada pelo presidente Alessandro Barcellos aos conselheiros, o projeto é fechar o próximo ano com um superávit de cerca de 18 milhões. Tanto o pedido de suplementação orçamentária para 2024 quanto a proposta para 2025 serão debatidas pelo Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira, dia 25.

Os dirigentes justificam os números ruins neste ano citando as enchentes, que causaram prejuízos ao clube a partir de maio. Uma estimativa feita logo após as cheias apontou custos de cerca de R$ 35 milhões para o Inter recuperar o CT Parque Gigante e o Beira-Rio. Ambos foram alagados e parcialmente destruídos. Além disso, o clube precisou investir em uma logística diferenciada, principalmente nos meses em que não pôde mandar seus jogos no seu estádio.

Porém, os custos com o futebol também estão entre as causas do déficit. Nos primeiros nove meses do ano, o clube gastou R$ 21,5 milhões com o pagamento de salários, direitos de imagem e encargos trabalhistas e previdenciários de jogadores e comissões técnica, configurando um recorde para este período do ano.

Os números não estão inteiramente fechados, mas a dívida, que fechou 2023 em cerca de R$ 700 milhões, continuará crescendo neste ano. Para 2025, entretanto, a ideia é iniciar uma reversão. Segundo a proposta enviada aos conselheiros, o aumento de receitas estará baseado principalmente na venda de jogadores, cuja previsão é arrecadar mais de R$ 160 milhões.

Em princípio, tanto o pedido de suplementação orçamentária para 2024 quanto a proposta de orçamento para o ano que vem devem passar sem problemas pelo Conselho Deliberativo. Porém, o tema das debêntures, que será analisado na semana seguinte, não é tão simples. Movimentos de oposição são relutantes em aprovar a proposta, que daria o Beira-Rio, além de receitas ordinárias do clube, como garantia para o clube captar cerca de R$ 200 milhões no mercado. O dinheiro seria usado para pagar outras dívidas.

Fonte: CP