Irã responde a plano dos EUA e aguarda retorno
O Irã entregou oficialmente, via Paquistão, sua resposta à proposta americana de 15 pontos para encerrar a guerra que já dura quase um mês. O movimento diplomático ocorre sob intensa pressão de Donald Trump, que alertou nesta quinta-feira (26) ser necessário levar as negociações a sério “antes que seja tarde demais”.
Apesar do canal de diálogo aberto, o cenário em campo é de agravamento: Israel anunciou a eliminação de Alireza Tangsiri, chefe da Marinha da Guarda Revolucionária, responsável pelas operações no estratégico Estreito de Ormuz.
Escalada militar e “zona-tampão”
Enquanto o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, nega negociações diretas e prega a “resistência”, o Exército israelense lançou ataques em larga escala contra o território iraniano. Em resposta, mísseis de Teerã acionaram sirenes em Tel Aviv e Jerusalém.
No Líbano, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou a criação de uma zona-tampão no sul do país para conter o Hezbollah, que intensificou o lançamento de foguetes após a morte de Ali Khamenei no início do conflito.
Crise energética e ameaça ao Mar Vermelho
O impacto econômico da guerra é severo. O petróleo tipo Brent ultrapassou os 100 dólares nesta quinta-feira, impulsionado pela incerteza no Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do óleo e gás mundial.
Teerã elevou o tom das ameaças, sinalizando que pode bloquear também o Estreito de Bab el-Mandeb, fechando o acesso ao Canal de Suez, caso os Estados Unidos iniciem uma invasão terrestre com os milhares de soldados adicionais enviados à região.
Esforços internacionais de desescalada
No plano internacional, o Canadá lidera um apelo ao G7 para uma posição conjunta em favor da reabertura das rotas comerciais e proteção da vida civil. A ONU, por meio de António Guterres, reforçou o pedido de interrupção imediata dos combates.
Fonte: CP