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Mais de 200 presos políticos estariam em greve de fome na Venezuela

Mais de 200 presos políticos na Venezuela declararam greve de fome, incluindo um gendarme argentino acusado de terrorismo, em protesto contra as exclusões contidas na recém-aprovada lei de anistia, informaram familiares neste domingo. A greve de fome começou na noite de sexta-feira na prisão de El Rodeo, nos arredores de Caracas, enquanto outros detentos recebiam liberdade e uma comissão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) entrou neste domingo para examinar os reclusos.

A comissão também conseguiu acesso a outras penitenciárias, como o temido Helicoide. “É a primeira vez que nos deixam nos aproximar desse centro penitenciário”, disse aos familiares Filippo Gatti, coordenador de Saúde do CICV para a Venezuela. “É um primeiro passo e eu acredito que estamos no caminho”.

Os médicos desconheciam o chamado à greve, segundo a conversa com as famílias do lado de fora de El Rodeo. “Quer dizer, como não estão recebendo atendimento médico lá dentro ou vocês não nos informaram de que essa situação está acontecendo”, protestou Hiowanka Avila, uma das familiares.

Nem todos os detidos aderiram ao protesto, que segue outra greve de fome realizada por familiares na semana passada diante de outra prisão, para pedir agilidade em um processo de libertações antes da aprovação da anistia.

O Parlamento aprovou a lei na quinta-feira passada. Trata-se de uma iniciativa da presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro em uma operação americana em 3 de janeiro. lei exclui casos relacionados a temas militares, que são os mais frequentes em El Rodeo I.

Fonte: CP