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Ministro da Saúde compara máscara a camisinha: “Diminui doenças, mas vou fazer lei pra obrigar o uso?”

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltou a afirmar nesta sexta-feira (8) que é contra a obrigatoriedade do uso de máscaras. Repetindo argumentos já defendidos anteriormente, Queiroga afirmou que, em relação às máscaras, “o cuidado é individual e o beneficio de todos”.

“Mas lei que quer obrigar o uso é ineficaz. As pessoas precisam se conscientizar”, disse ele.

Para justificar seu ponto de vista, fez ainda uma nova comparação:

“O nosso problema não é máscara, são narrativas que não se sustentam. Por exemplo, preservativo diminui doenças, mas vou fazer uma lei pra obrigar o uso?”, questionou Queiroga.

“Todos sabem o que estou fazendo aqui. Na minha gestão, a pandemia diminuiu. É trabalho de todos nós, inclusive de vocês da imprensa, que passam informações”, completou.

Kit Covid

Queiroga foi perguntado sobre qual era seu posicionamento sobre os medicamentos do chamado kit Covid, cuja ineficácia foi comprovada.

Nesta semana, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no Sistema Único de Saúde, órgão consultivo do Ministério da Saúde, retirou da pauta a análise de um estudo de especialistas contra o uso de cloroquina, ivermectina e outros remédios do kit.

Vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro interferiu para a retirada de pauta.

Queiroga disse desconhecer o documento do Conitec que seria votado na quinta-feira (7):

“Desconheço o documento da Conitec, quando é submetido uma análise, é colocado em consulta publica, podem analisar novamente, tem audiência pública e depois que recomenda o secretário decide. E se tiver questionamento, compete ao ministro decidir, a Conitec tem 10 anos. O que é Conitec? Eu submeti à Conitec uma proposta de protocolo clinico”, disse o ministro.

“Sobre tratamento inicial, já me manifestei sobre isso, e é desnecessário eu me manifestar nesse aspecto, um juiz não pode dar posição antes do tempo. É preciso destruir narrativas. E esse documento, se vazou, foi de maneira inadequada. Quem participa de reunião privativa e divulga documento sigiloso, aí tem que responder. Não tem novidade sobre isso”, afirmou Queiroga.

Fonte: O Sul

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