Novo programa do MEC prevê hip-hop nas escolas
Com foco no combate à desigualdade e apoio a aprendizagens, o Ministério da Educação (MEC) anunciou novo programa nesta semana (em 11/6). É a “Escola Nacional de Hip-Hop (H2E)”. No encontro, realizado em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), foi divulgada a proposta, que visa incorporar saberes urbanos, periféricos e negros ao ambiente escolar, através de atividades ligadas à música, dança, ao grafismo, batalhas de rima e formação cultural.
O trabalho integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), com investimento de R$ 50 milhões, para 2026 e 2027. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na Educação Infantil.
A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Zara Figueiredo, explica que a iniciativa é estratégia para enfrentar desigualdades raciais na aprendizagem, por meio da valorização da cultura negra e periférica dentro das escolas. Também revela que pesquisas nacionais e internacionais apontam que o hip-hop pode contribuir para a melhoria da aprendizagem, seja em leitura ou matemática e ciências.
As três grandes frentes de atuação na Educação Básica do programa são: fortalecimento de identidade e representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares.
A secretária acrescenta que essa iniciativa amplia experiências que antes ocorriam de forma pontual em escolas e projetos culturais; e diz que reconhecer essas manifestações fortalece o sentimento de pertencimento dos estudantes. “Quando você tem um estudante negro no corredor da escola fazendo uma batalha de rimas, isso mostra nossas heroínas e nossos heróis. Gera empoderamento, autoestima e, portanto, aprendizagem”, assinala.
Gestores estaduais, municipais e distritais podem aderir à iniciativa até 30/6, exclusivamente por meio do Sistema de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). Mais informações, neste link.
Fonte: CP