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O que falta para o Grêmio ser dono da Arena de fato e de direito?

Falta muito pouco para o Grêmio dizer a Arena é dos gremistas de fato e de direito.

Há trâmites burocráticos sendo tratados pelo Grêmio e pela Arena Porto-Alegrense.

Segundo importante dirigente do clube “estamos trabalhando, nós e a prefeitura, para que a troca de chaves aconteça ainda este ano”.

O site da Revee diz que Marcelo Marques pagou R$ 80 pelos créditos da Revee (que havia comprado por R$ 40 milhões junto ao Santander) R$ 16 milhões na mão e pedalou 64 milhões em 9 meses pela compra dos créditos.

Perguntei para um advogado que participou das negociações se isso significaria que o Grêmio só será dono de fato da Arena em março de 2026 quando vence a última parcela. Resposta:

“Não, a transferência da dívida já ocorreu. O Grêmio é o dono do crédito. Mas não esquece que isso não torna o Grêmio dono da Arena. Para ser dono ele tem que fazer a permuta.”

Para fazer a permuta, a troca de chaves entre Olímpico e Arena, os dois estádios devem estar desonerados.

No começo deste ano a Prefeitura de Porto Alegre obteve vitória na Justiça contra o Grêmio.

Uma decisão reconheceu a dívida do clube referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de uma parte do terreno onde funcionava o antigo complexo do Estádio Olímpico.

A área abrigava um posto de combustível demolido em 2012.

Com a decisão o Grêmio ficou de arcar com R$ 6,6 milhões. O Grêmio alegava que a dívida de IPTU só surgiu porque as empresas Karagounis e OAS 26 não entregaram a Arena desonerada, o que impediu o clube de realizar a troca de chaves da área.

Além dessa disputa, a Prefeitura também questionava o pagamento de outras dívidas de IPTU sobre o complexo do Olímpico.

Este é um dos assuntos a serem resolvidos.

Fonte: CP